SERVIÇOS DE SAÚDE OFERTADOS A MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL NO BRASIL: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
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Resumo
Introdução: A violência sexual é uma das mais cruéis violências de gênero que atravessa a história e persiste até os dias atuais. Atinge mulheres em todos os espaços sociais, como forma de violência simbólica e moral, aterroriza o imaginário destas provocando sentimento constate de insegurança. No Brasil, a violência contra as mulheres apresenta sérios problemas de saúde pública. Estudos evidenciaram que até 71% das mulheres em algum momento de suas vidas já sofreram violência física e/ou sexual. No Brasil em 2011 foi posto em vigor o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra à Mulher.Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa que buscou a partir de literaturas entre os anos 2010 a 2020, usando os descritores “violência contra a mulher”, “estupro” e “serviços de saúde da mulher”, pelos operadores AND ou OR, pesquisados nas plataformas Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Coleciona SUSe Centro Nacional de Informação de Ciências Médicas de Cuba (CUMED), que tratam do cenário brasileiro; tendo como idioma português/ inglês/ espanhol; disponíveis na íntegra de forma gratuita; que abordassem violência sexual, tipos de serviços ofertados, suas dificuldades e potencialidades. Objetivo: Conhecer os serviços de saúde oferecidos a mulheres vítimas de violência sexual no Brasil. Resultados e Discussão: Através da realização das buscas pelos descritores obteve-se 243 artigos pré-selecionados. Após leitura dinâmica dos artigos, sob a luz dos objetivos e da questão norteadora da pesquisa, obteve-se um total de 58 artigos finais. Os artigos contemplavam os tipos de serviços de saúde ofertados, falhas na identificação dos casos, ausência de fluxo de atendimento padronizado, subnotificação e necessidade da melhor capacitação profissional para manejar situações de violência sexual conta mulheres. Conclusão: Evidenciou-se lacunasna identificação dos casos de violência sexual, no acolhimento e atendimento, tanto noâmbito da saúde quanto no judiciário. Além do mais notou-se que não há um fluxo atendimento claro tanto para os profissionais quanto para as usuárias preconizado a nívelnacional ou protocolos que facilitem o manejo individualizado dos casos. A violênciasexual contra a mulher precisa ser debatida desde a graduação, para melhor capacitar osprofissionais a fim de garantir a eficácia das redes de atendimento em todas as suasesferas.