TCC2025

SÍFILIS CONGÊNITA: FATORES DE RISCO, DIAGNÓSTICO PRECOCE E PREVENÇÃO EM GESTANTES E CRIANÇAS

Dados do documento

Autor(es)
Cezar Correia de Queiroz Filho
Orientador(es)
Elizabeth Amélia Alves Duarte
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
09 de setembro de 2025
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Cruzeiro do Sul
Palavras-chave
Sífilis congênita. Fatores de risco. Gestantes.

Resumo

A sífilis congênita é uma infecção grave e evitável, transmitida verticalmente da mãe para o feto, que ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento. Sua persistência está relacionada a falhas no pré-natal, dificuldades no acesso ao diagnóstico e tratamento da sífilis materna, e barreiras socioeconômicas. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi investigar os principais fatores de risco associados à ocorrência da sífilis congênita, com ênfase no diagnóstico precoce e nas estratégias de prevenção. Adotou-se uma revisão sistemática da literatura com abordagem quantitativa, baseada no protocolo PRISMA. A busca foi realizada nas bases LILACS e PubMed, com publicações entre 2020 e 2025, utilizando descritores: "Sífilis Congênita", "Gestantes", "Fatores de Risco", "Diagnóstico Precoce" e "Prevenção". Foram incluídos estudos em português, inglês ou espanhol, disponíveis na íntegra e revisados por pares. A tabulação e gráficos foram gerados a partir do Excel® 2021. Dos 120 artigos identificados, 09 atenderam aos critérios de inclusão. Os estudos destacam que a ausência ou início tardio do pré-natal, o não tratamento adequado da sífilis na gestação, falhas na notificação, barreiras socioeconômicas e desigualdades regionais são os principais fatores associados à persistência da sífilis congênita no Brasil. As estratégias mais eficazes apontadas incluem o rastreamento precoce com testes sorológicos, o tratamento imediato com penicilina, a educação em saúde, a capacitação dos profissionais e o fortalecimento da rede de atenção. A sífilis congênita permanece como um grave problema de saúde pública evitável. Os achados reforçam a necessidade de aprimorar a atenção pré-natal, promover diagnóstico e tratamento precoce, superar barreiras no acesso à saúde e investir na qualificação dos profissionais e integração dos serviços.