SÍNDROME DA COMBINAÇÃO
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Resumo
A Síndrome da Combinação constitui em uma condição patológica que acomete pacientes edêntulos totais maxilares, portadores de prótese total removível, e edêntulos parciais mandibulares, com presença apenas dos dentes anteriores. Objetivo: este trabalho teve como objetivo abordar esta síndrome e seus aspectos mais relevantes, como: características clínicas, etiopatogenia, diagnóstico, tratamento e prevenção. Metodologia: foi realizada uma revisão de literatura com discussão narrativa utilizando os artigos selecionados nas bases de dados PubMed, Medline, Lilacse Scielo, com os seguintes descritores: “Síndrome da Combinação”, “Síndrome de Kelly”, “prótese total superior”, “prevalência”, “etiologia”, “tratamentos”. Os critérios de inclusão foram artigos na íntegra que possuíram relevância com a temática e referentes aos períodos entre 1972-1979 e 2000-2020. Resultados: foram selecionados 34 artigos, sendo 29 incluídos nesta revisão. Discussão: a etiologia da síndrome da combinação ainda é questionável na literatura, uma vez que o paciente pode apresentar os cinco sinais simultaneamente ou não, para ser considerado portador da mesma. Uma nova classificação foi proposta para essa síndrome, baseou-se na característica dominante de grande parte dos casos: arco maxilar anterior edêntulo com reabsorção óssea avançada e extrusão dos dentes inferiores anteriores. Inúmeros são os tratamentos reabilitadores, sendo as próteses implantorretidas as de primeira escolha. Porém, independente do tipo de prótese, o correto planejamento, buscando uma efetiva estabilização oclusal posterior e uma determinação da dimensão vertical de oclusão adequada, bem como o acompanhamento deste paciente é que garantirá o sucesso do tratamento reabilitador. Conclusão: constatou-se a importância do diagnóstico precoce frente aos sinais clínicos, sejam agrupados ou isolados, de forma a possibilitar a identificação de seus fatores predisponentes, bem como a melhor conduta de tratamento e reabilitação para o paciente portador. As formas de prevenção se mostraram imprescindíveis para a não ocorrência ou reversão da SC, mantendo o equilíbrio funcional do sistema estomatognático.