TCC2025

SÍNDROME DO ANTICORPO ANTIFOSFOLÍPIDE E ESPONDILOARTRITE AXIAL: RELATO DE CASO

Dados do documento

Autor(es)
Luiza Ferreira Beça; Melquisedeque da Cunha Moura; Wallace Fernando Noble Santos Soares Síndrome
Orientador(es)
Adriane Ribeiro do Rego Ramos
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
08 de outubro de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Síndrome do anticorpo antifosfolípide. Espondiloartrite Axial. Espondiloartrite soronegativa do tipo espondilopsoríase. Espondilite anquilosante. Doenças autoimunes.

Resumo

INTRODUÇÃO: A Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAF) é uma desordem autoimune caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolípides que favorecem fenômenos trombóticos venosos e arteriais. Já a espondiloartrite axial é uma doença inflamatória crônica que acomete a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas, gerando dor lombar inflamatória e rigidez progressiva. A coexistência dessas doenças é rara e pouco documentada, representando um desafio diagnóstico e terapêutico relevante. OBJETIVO: Este trabalho buscou relatar um caso clínico de sobreposição entre SAF venosa primária e espondiloartrite axial do subtipo espondilopsoríase, discutindo suas fisiopatologias, os principais achados clínicos, abordagens diagnósticas, estratégias terapêuticas, suas implicações práticas e propor futuras áreas de pesquisa; METODOLOGIA: foi realizado um estudo descritivo e qualitativo do tipo relato de caso, com coleta de dados através de entrevistas, revisão de prontuários, exames laboratoriais e estudos de imagem, além de uma revisão da literatura nos últimos cinco anos. Os dados foram analisados detalhadamente para identificar eventos clínicos, diagnósticos e intervenções terapêuticas, comparando-os com a literatura existente. PRINCIPAIS SINTOMAS E ACHADOS: A paciente, mulher de 41 anos, apresentava lombalgia inflamatória crônica, uveíte anterior recorrente, entesopatias, episódios prévios de tromboembolismo pulmonar e trombose ilíaca esquerda. Exames laboratoriais revelaram positividade persistente para anticoagulante lúpico e anticardiolipina IgM, além de HLA-B27 positivo. As imagens evidenciaram sacroileíte bilateral ativa e inflamação em coluna cervical. DIAGNÓSTICOS, INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS E RESULTADOS: O diagnóstico foi confirmado conforme critérios ASAS/EULAR para espondiloartrite e critérios de Sydney para SAF. Foi instituída anticoagulação plena com varfarina, enoxaparina e rivaroxabana, além de imunossupressores e imunobiológicos (golimumabe, secuquinumabe, upadacitinibe e infliximabe). Houve resposta terapêutica parcial, com manutenção de dor crônica, exigindo uso de opioides. CONCLUSÃO: a sobreposição entre SAF e espondiloartrite requer vigilância diagnóstica precoce, individualização terapêutica e seguimento multidisciplinar. O caso ressalta a ausência de diretrizes específicas para essas associações, reforçando o papel dos relatos clínicos na construção do conhecimento e na orientação de condutas futuras.