TCC2026

SUBDIAGNÓSTICO DO TRANSTORNO OPOSITOR DESAFIADOR EM PACIENTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Catarina Sousa e Silva; Emilly Vitória Ferreira da Silva
Orientador(es)
Kayo Henrique Jardel Feitosa Sousa
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Transtorno do Espectro Autista. Transtorno Opositor Desafiador. Diagnóstico Diferencial. Psiquiatria Infantil.

Resumo

Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento com etiologia multifatorial e prevalência crescente, frequentemente associada a comorbidades. Entre estas, o Transtorno Opositor Desafiador (TOD) destaca-se pela sobreposição sintomática, o que impõe desafios significativos ao diagnóstico diferencial e ao manejo clínico. Objetivo: Sintetizar as evidências científicas disponíveis na literatura acerca da prevalência, dos determinantes e dos mecanismos relacionados ao subdiagnóstico do Transtorno Opositor Desafiador em indivíduos diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista. Métodos: Revisão integrativa da literatura estruturada conforme as recomendações PRISMA. As buscas foram realizadas nas bases de dados PubMed, BVS e Cochrane Library, utilizando descritores DeCS/MeSH em português e inglês. Os critérios de elegibilidade incluíram artigos originais publicados entre 2020 e 2025. A amostra final consistiu em 13 estudos, submetidos à análise qualitativa e descritiva. Resultados: A prevalência de TOD em pacientes com TEA foi estimada em 24%, elevando-se para 62% em casos de comorbidade com o TDAH, o qual atua como preditor independente. Os principais fatores que contribuem para o subdiagnóstico incluem a sobreposição de sintomas como irritabilidade, inflexibilidade cognitiva e desregulação emocional, muitas vezes atribuídos exclusivamente ao TEA. Clinicamente, o TOD foi apontado como o principal preditor de estresse parental, superando os sintomas nucleares do autismo. Observou-se ainda que trajetórias de desenvolvimento distintas entre gêneros dificultam a identificação precoce em meninas. Conclusão: O subdiagnóstico do TOD em indivíduos com TEA é um fenômeno prevalente decorrente da complexidade transdiagnóstica e da rigidez dos limiares diagnósticos. A identificação correta dessa comorbidade é essencial para evitar o tratamento inadequado e para implementar intervenções personalizadas que melhorem a qualidade de vida do paciente.