TCC2025

TENDÊNCIA TEMPORAL DA DENGUE NA BAHIA: ESTUDO OBSERVACIONAL ENTRE 2018 E 2024

Dados do documento

Autor(es)
Katielli Santos; Livia Aparecida Mattos Oliveira
Orientador(es)
Lívia Pinheiro Pereira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
09 de dezembro de 2025
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Bahia
Palavras-chave
Dengue. Monitoramento Epidemiológico. Aedes. Estudos Ecológicos. Estudos de Séries Temporais.

Resumo

Objetivo: Analisar a tendência temporal e a distribuição espacial da dengue no estado da Bahia entre 2018 e 2024, identificando padrões epidemiológicos e fatores relacionados à intensificação da doença. Métodos: Estudo observacional, retrospectivo e descritivo, baseado
em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Fora incluídos casos confirmados de dengue, categorizados segundo critérios clínico-
epidemiológicos e laboratoriais, com análise estatística realizada em Microsoft Excel. Foram avaliadas variáveis como número de casos, taxas de incidência e letalidade, óbitos, distribuição clínica e prevalência regional. Resultados: Entre 2018 e 2024, observou-se crescimento expressivo dos casos de dengue na Bahia, com aumento de 9.786 notificações em 2018 para 232.638 em 2024. A letalidade manteve-se baixa (<0,1%), embora o número absoluto de óbitos tenha atingido 183 no último ano. O perfil clínico variou ao longo da série, com predomínio de casos leves em alguns anos e aumento de formas graves em 2019, 2020 e especialmente em 2024, quando 52,01% foram classificados como dengue com complicações. A análise espacial revelou maior prevalência nas regiões Sudoeste e Extremo Sul, além de surtos de grande
magnitude em 2019, 2020 e 2024, sendo este último o mais prolongado e intenso. Conclusão: A tendência crescente da dengue na Bahia reflete a interação entre fatores virais, ambientais, sociais e estruturais. O surto de 2024 evidenciou fragilidades no controle vetorial e na vigilância epidemiológica. Os achados reforçam a necessidade de estratégias regionais diferenciadas,
maior investimento em infraestrutura sanitária e ações sustentáveis de prevenção para reduzir a magnitude de futuros surtos.