TRATAMENTO CIRÚRGICO DA ESTENOSE CAROTÍDEA: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DE LITERATURA
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Resumo
A estenose carotídea é a redução de diâmetro das principais artérias que conduzem o sangue para o encéfalo. Esse estreitamento tem como um dos fatores de risco a aterosclerose que é uma patologia inflamatória, onde uma placa ateromatosa diminui o fluxo sanguíneo. Esse bloqueio pode ser completo ou parcial, podendo haver complicações conforme a localização dessa obstrução, podendo resultar em um Acidente Vascular Encefálico (AVE). A indicação de tratamento cirúrgico deve ser avaliada de forma individual. A angioplastia é um dos tratamentos mais recente e indicado para pacientes sintomáticos, nos assintomáticos não se mostra tão eficaz quanto à endarterectomia, porém em estenoses maiores a endarterectomia tem benefício maior na prevenção do Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEI), não demonstrando tanta eficácia e com contra indicação em estenoses menores que 30%. O objetivo é realizar uma análise acerca dos tratamentos da estenose de carótida, comparando os procedimentos cirúrgicos de endarterectonomia e angioplastia, levantar aspectos favoráveis e desfavoráveis que cada tratamento pode favorecer. Trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa da literatura e para a realização desse estudo foram utilizadas as seguintes bases de dados: Scielo, Lilacs e Medline. Foram identificados inicialmente 13 artigos e após os critérios de inclusão e exclusão, selecionados 8 estudos para análise. Notou-se na discussão deste trabalho que há evidências em um grupo de mesmo pacientes tratados pelo mesmo cirurgião. Nesse caso, tanto a endarterectomia como a angioplastia as duas técnicas estudadas apresentaram como principais comorbidades associadas à hipertensão arterial, diabetes melito, doença coronariana e dislipidemia. Tanto na endarterectomia e a angioplastia essas evidências são importantes para refletir acerca desses riscos e evidências.