TCC2025

TRATAMENTO DE FÍSTULA BUCOSINUSAL COM BOLA DE BICHAT

Dados do documento

Autor(es)
Laura Gomes Picolo; Rafaela da Silva Reis
Orientador(es)
Samuel Evangelista da Silva Bicalho
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
22 de abril de 2026
Nome do curso
Odontologia
Nome da Unidade
Afya Porto Velho
Palavras-chave
Sinusite maxilar. Cirurgia bucal. Procedimentos. Cirúrgicos bucais.

Resumo

RESUMO: Este estudo apresenta um caso clínico de uma paciente com fístula bucosinusal, tratada pela técnica de fechamento com a bola adiposa de Bichat, associada à terapia com câmara hiperbárica. O procedimento, realizado sob anestesia local, consiste em desbridamento da fístula, mobilização da bola adiposa para cobrir o defeito e sutura com material reabsorvível. A paciente será acompanhada em intervalos regulares no pós-operatório. A fístula bucosinusal é uma comunicação entre o seio maxilar e a cavidade oral, frequentemente causada por extração de molares superiores. O objetivo deste estudo é apresentar um caso clínico de fechamento de fístula buco-sinusal devido a extração seriada após uso de bisfosfonatos via oral utilizando sessões de câmara hiperbárica como terapia coadjuvante, e analisando o estado de saúde sistêmico da paciente. A literatura discute técnicas cirúrgicas como retalhos vestibulares, palatinos e o uso da bola de Bichat, que favorecem a cicatrização primária. Os bisfosfonatos (BFT) são medicamentos que reduzem a reabsorção óssea e são indicados para tratar a osteoporose e outras condições que levam à perda de massa óssea, auxiliando na prevenção de fraturas. Eles atuam inibindo a atividade dos osteoclastos, o que resulta no fortalecimento e aumento da densidade óssea. O tratamento deve incluir antibioticoterapia e descongestionamento nasal antes da intervenção cirúrgica e os resultados mostraram uma alta taxa de sucesso na cicatrização e fechamento das fístulas, com baixa incidência de complicações. Pacientes relataram uma recuperação relativamente rápida e melhora significativa dos sintomas após o procedimento. Não houve relatos de infecções ou recorrência da comunicação após o fechamento com a bola de Bichat.