TCC2025

TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO ASSOCIADO À ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA TRANSCRANIANA NÃO INVASIVA NAS ENXAQUECAS - UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Maísa Carla Coelho; Laila Cristina Moreira Damázio
Orientador(es)
Dayse Rodrigues de Souza Andrade
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
18 de março de 2026
Nome do curso
Fisioterapia
Palavras-chave
Enxaqueca. Estimulação Elétrica Transcraniana. Fisioterapia.

Resumo

A enxaqueca é um distúrbio neurológico multifatorial cuja fisiopatologia envolve a hiperexcitabilidade do

sistema trigeminovascular, levando à liberação de neuropeptídeos inflamatórios, vasodilatação meníngea

e ativação de nociceptores, além da participação do córtex cerebral e do tronco encefálico na perpetuação

das crises. Diante da necessidade de tratamentos mais eficazes e com menor dependência de fármacos, a

estimulação elétrica transcraniana não invasiva (tDCS) destaca-se como uma ferramenta promissora, pois

modula a excitabilidade cortical e interfere diretamente na transmissão da dor. Paralelamente, a

fisioterapia tradicional atua no manejo da enxaqueca por meio de técnicas como terapia manual,

mobilização cervical, dry needling, fortalecimento muscular e estratégias de relaxamento, promovendo o

reequilíbrio biomecânico e a redução da sensibilização periférica. A presente pesquisa tem por objetivo

sintetizar as evidências disponíveis acerca da combinação entre técnicas fisioterapêuticas convencionais e

a tDCS no tratamento da enxaqueca, avaliando se essa abordagem integrada promove benefícios clínicos

superiores aos obtidos com cada intervenção isoladamente e analisando seus impactos na frequência,

intensidade e duração das crises, bem como nos mecanismos fisiológicos subjacentes à modulação da dor.

Trata-se de uma revisão integrativa, na qual foram utilizadas as bases de dados SciELO, LILACS e

PubMed para identificar estudos que abordam a associação entre tDCS e fisioterapia tradicional no

tratamento da enxaqueca. A análise dos artigos selecionados demonstra que ambas as abordagens

apresentam eficácia individual, mas que sua combinação proporciona efeitos complementares,

potencializando os benefícios clínicos. No entanto, observa-se que os estudos ainda são limitados

metodologicamente, apresentando heterogeneidade nos protocolos e falta de seguimento a longo prazo.

Conclui-se que, enquanto a fisioterapia convencional contribui para a prevenção e reabilitação funcional,

a neuromodulação promove um efeito analgésico mais imediato ao atuar na hiperexcitabilidade neuronal,

sugerindo uma abordagem integrada para o tratamento da enxaqueca. Apesar dos achados positivos, há

carência de ensaios clínicos robustos que padronizem a combinação dessas terapias, sendo necessárias

novas pesquisas para validar sua aplicabilidade clínica. A associação entre fisioterapia e neuromodulação

representa uma estratégia inovadora e promissora, capaz de otimizar o tratamento da enxaqueca, reduzir a

dependência de fármacos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes acometidos por essa condição

debilitante.