TUBERCULOSE NA AMAZÔNIA OCIDENTAL - ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS, DIAGNÓSTICOS DE TRATAMENTO E CONTROLE
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Resumo
A tuberculose (TB) é doença infecciosa zoonótica, e assunto crítico de saúde pública no Brasil e, particualrmente, na Amazônia Ocidental (AO), região caracterizada por altas taxas de prevalência e incidência, além de desafios socioeconômicos, ambientais e de infraestrutura. Este estudo realizou uma revisão bibliográfica abrangente para analisar os fatores epidemiológicos, métodos de diagnóstico, abordagens terapêuticas e estratégias de controle da TB na AO. Os resultados evidenciam a vulnerabilidade de populações indígenas, quilombolas, ribeirinhas e de outras comunidades em situação de risco, que enfrentam barreiras como acesso limitado aos serviços de saúde, precariedade sanitária e condições de vida insalubres. A resistência bacteriana e o abandono do tratamento agravam a complexidade da doença, especialmente em locais remotos. Sobre o diagnósticolaboratorial, técnicas como o Teste Rápido Molecular (Xpert MTB/RIF) têm aumentado a precisão e a agilidade na detecção da TB e da resistência à rifampicina, embora a cobertura ainda seja insuficiente em áreas de difícil acesso. Sobre o tratamento, o esquema padrão baseado em isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol enfrenta limitações devido à baixa adesão dos pacientes, enquanto novos medicamentos, como bedaquilina e delamanid, apresentam alternativas promissoras para casos de TB resistente, entretanto têm custo elevado. Estratégias como o Tratamento Diretamente Observado (TDO) e os Projetos Terapêuticos Singulares (PTS) demonstram eficácia na redução do abandono, porém demandam maior expansão e adequação às especificidades regionais. Conclui-se que políticas públicas adaptadas, investimentos em diagnóstico precoce e programas educativos são essenciais para mitigar os impactos da TB na AO para melhorar os indicadores de saúde.