TCC2024

TUBERCULOSE NA AMAZÔNIA OCIDENTAL - ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS, DIAGNÓSTICOS DE TRATAMENTO E CONTROLE

Dados do documento

Autor(es)
Byanca Pardini de Melo; Diogo Barcelos Rocha Rodrigues; Ebert Gustavo Cechinel Añaguari; Murilo Gabriel Martins Jesus
Orientador(es)
Paulo Ricardo Dell’ Amelina Rocha
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
22 de abril de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Porto Velho
Palavras-chave
Tuberculose. Amazônia Ocidental. Epidemiologia. Diagnóstico. Controle.

Resumo

A tuberculose (TB) é doença infecciosa zoonótica, e assunto crítico de saúde pública no Brasil e, particualrmente, na Amazônia Ocidental (AO), região caracterizada por altas taxas de prevalência e incidência, além de desafios socioeconômicos, ambientais e de infraestrutura. Este estudo realizou uma revisão bibliográfica abrangente para analisar os fatores epidemiológicos, métodos de diagnóstico, abordagens terapêuticas e estratégias de controle da TB na AO. Os resultados evidenciam a vulnerabilidade de populações indígenas, quilombolas, ribeirinhas e de outras comunidades em situação de risco, que enfrentam barreiras como acesso limitado aos serviços de saúde, precariedade sanitária e condições de vida insalubres. A resistência bacteriana e o abandono do tratamento agravam a complexidade da doença, especialmente em locais remotos. Sobre o diagnósticolaboratorial, técnicas como o Teste Rápido Molecular (Xpert MTB/RIF) têm aumentado a precisão e a agilidade na detecção da TB e da resistência à rifampicina, embora a cobertura ainda seja insuficiente em áreas de difícil acesso. Sobre o tratamento, o esquema padrão baseado em isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol enfrenta limitações devido à baixa adesão dos pacientes, enquanto novos medicamentos, como bedaquilina e delamanid, apresentam alternativas promissoras para casos de TB resistente, entretanto têm custo elevado. Estratégias como o Tratamento Diretamente Observado (TDO) e os Projetos Terapêuticos Singulares (PTS) demonstram eficácia na redução do abandono, porém demandam maior expansão e adequação às especificidades regionais. Conclui-se que políticas públicas adaptadas, investimentos em diagnóstico precoce e programas educativos são essenciais para mitigar os impactos da TB na AO para melhorar os indicadores de saúde.