TCC2025

USO DA POLISSONOGRAFIA TIPO 4 NO DIAGNÓSTICO DA APNEIA DO SONO: UM ESTUDO CLÍNICO

Dados do documento

Autor(es)
Amanda Crespo Dieguez; Ana Carolina Agnes
Orientador(es)
Rodrigo Mendes
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
31 de julho de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Apneia obstrutiva do sono. Polissonografia. Diagnóstico. Obesidade. Comorbidades.

Resumo

Este estudo teve como objetivo avaliar a viabilidade do uso da polissonografia tipo 4 (PSG-4) no diagnóstico da apneia obstrutiva do sono (AOS) em pacientes atendidos em consultório de endocrinologia. Trata-se de um estudo observacional descritivo, realizado com 15 pacientes que apresentavam sintomas sugestivos de AOS e concordaram em participar por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foram coletados dados clínicos como idade, sexo, peso, altura, índice de massa corporal (IMC), sintomas (ronco, sonolência diurna, sono não reparador, entre outros) e comorbidades associadas, como obesidade, hipertensão arterial e diabetes mellitus. Os pacientes foram submetidos à PSG-4, e os resultados foram classificados conforme a gravidade da apneia (leve, moderada ou acentuada). Paralelamente, foi realizada uma revisão bibliográfica nas bases de dados PubMed e TRIPDatabase, com os descritores “Polysomnography”, “Obstructive Sleep Apnea” e “Portable device”, incluindo artigos publicados entre 2020 e 2025 com foco em aspectos clínicos e diagnósticos da AOS. Os resultados demonstraram que a maioria dos pacientes era do sexo masculino (76,9%) e apresentava sintomas predominantes como ronco alto (73,3%), sonolência diurna (53,8%) e sono não reparador (53,8%). A prevalência de sobrepeso ou obesidade foi de 84,6%, e 30% dos pacientes apresentavam hipertensão arterial. A PSG-4 indicou apneia leve em 76,4% dos casos, apneia moderada em 15,4% e apneia acentuada em 7,7%. Os achados sugerem que, apesar de prática e acessível, a PSG-4 pode subestimar a gravidade da AOS, especialmente em casos mais severos, devido à limitação na captação de parâmetros fisiológicos e à ausência de monitoramento em tempo real. A pesquisa bibliográfica reforça a aplicabilidade da PSG-4 como ferramenta de triagem inicial, especialmente quando associada a questionários clínicos, mas destaca a necessidade de complementação com a PSG tipo 1 (PSG-1) para confirmação diagnóstica. Conclui-se que a PSG-4 é útil como instrumento de rastreio em ambientes com recursos limitados, mas não deve ser utilizada isoladamente para o diagnóstico definitivo da AOS. A amostra reduzida e composta predominantemente por pacientes com sobrepeso limita a generalização dos achados, reforçando a necessidade de estudos futuros com populações mais amplas e heterogêneas.