TCC2024

USO DAS CÉLULAS - TRONCOS DE PLURIPOTÊNCIA INDUZIDAS NA MEDICINA REGENERATIVAS

Dados do documento

Autor(es)
Aike de Oliveira Berbert
Orientador(es)
Adriana Bozzi
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
27 de julho de 2024
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Itabuna
Palavras-chave
Fatores de Transcrição. Terapeutica. Células- Tronco. Pluripotentes. Diferenciação Celular.

Resumo

RESUMO  

Introdução. As células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC) surgiram por meio de reprogramação de uma célula somática para o estágio embrionário, utilizando os fatores de pluripotência Oct-3/4, Sox-2, c-Myc, Klf-4 (OSKM). Estudos in vitro confirmaram o potencial pluripotente dessas células, sugerindo o seu uso na medicina regenerativa. Objetivos. Avaliar a aplicação das iPSC na clínica humana por meio da análise de estudos clínicos depositados no Clinical Trials. Justificativa. Os métodos terapêuticos atuais carecem de inovação principalmente para a resolução de enfermidades que ainda buscam alternativas clínicas efetoras, como doenças degenerativas, genéticas e traumáticas.  Nesse sentido, o uso das iPSC demonstra potencial para novas abordagens terapêuticas e promoção de maior qualidade de vida dos pacientes. O advento da tecnologia da iPSC abre um leque de inovações na pesquisa clínica, com aplicações na medicina regenerativa, modelagem de doenças, desenvolvimento de medicamentos e estudos de biologia básica, contribuindo para a formação acadêmica de ponta e qualificação de novos profissionais na área da saúde. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura e análise da plataforma Clinical Trials. Foram analisados estudos clínicos intervencionistas, depositados de 2010 a 2024, com e sem resultados informados, em andamento e concluídos, nas fases 1, 2, 3 ou 4 de estudo clínico, independente de sexo e idade. Resultados e discussão. Cerca de 30 estudos foram selecionados envolvendo sistema cardiovascular, respiratório, osteomuscular, tegumentar, oftálmico, hemolinfopoiético, nervoso, endócrino e neoplasias. A maioria eram estudos in vitro, trazendo a diferenciação de novos tecidos a partir de iPSC para o tratamento de doenças específicas, análise da resposta metabólica a fármacos e investigação do comportamento de doenças genéticas. Foi constatado que a aplicação in vivo da iPSC ainda é limitada por embates éticos e potencial oncogênico devido à manipulação genética. Conclusão. Foram demonstrados avanços no esclarecimento de mecanismos fisiopatológicos e na aplicação clínica das iPSC, sendo necessários esforços para assegurar o potencial terapêutico e uso in vivo dessas células.

Palavras-chave: Fatores de transcrição ; Terapêutica; Células-tronco pluripotentes ; Diferenciação celular.