TCC2026

USO DE ANTI-HIPERTENSIVOS NA PEDIATRIA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Dados do documento

Autor(es)
Nina Maria Sepúlveda Costa Marques Cardoso; Isabelle Farias Almeida
Orientador(es)
Júlio César Ayres Ferreira Filho
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Hipertensão. Pediatria. Anti-Hipertensivos. Tratamento Farmacológico. Revisão Sistemática.

Resumo

Objetivos: Identificar as principais classes farmacológicas utilizadas em crianças e adolescentes com hipertensão arterial sistêmica (HAS), avaliar eficácia terapêutica, perfil de segurança e eventos adversos, contribuindo para prática clínica pediátrica baseada em evidências. Método: Revisão sistemática conduzida pelo PRISMA. Busca realizada em março de 2026 nas bases PubMed e SciELO, com recorte temporal de 2021 a 2026, utilizando descritores combinados por operadores booleanos relacionados à hipertensão, população pediátrica, anti-hipertensivos, segurança e eficácia. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados (ECR), estudos observacionais, revisões sistemáticas, meta-análises e diretrizes clínicas disponíveis na íntegra. Excluíram-se estudos exclusivamente em adultos, relatos de caso, revisões narrativas e publicações sem acesso completo. Dos 1.800 registros identificados, 6 artigos compuseram a amostra final. Resultados: Os estudos evidenciaram eficácia satisfatória dos anti-hipertensivos na HAS pediátrica, destacando-se os Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina (IECA), Bloqueadores dos Receptores da Angiotensina II (BRA) e Bloqueadores dos Canais de Cálcio (BCC). Eventos adversos foram predominantemente leves a moderados, incluindo hipotensão, cefaleia, tontura, fadiga e alterações eletrolíticas. Eventos graves foram infrequentes, associados a terapias intensivas ou comorbidades complexas. Conclusão: IECA, BRA e BCC demonstram eficácia e segurança globalmente adequadas na HAS pediátrica, sem evidências suficientes para definir superioridade entre as classes. Ressaltase a necessidade de ampliar a análise de ECR exclusivamente em população pediátrica.

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