USO DE ANTIBIÓTICOS NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
Dados do documento
Resumo
INTRODUÇÃO: Os antimicrobianos são substâncias naturais, semissintéticas ou
sintéticas que eliminam ou inibem o crescimento dos microrganismos, sendo
amplamente utilizados no tratamento ou na prevenção de doenças infecciosas.
Estes fármacos, para serem eficazes, necessitam manifestar toxicidade seletiva,
isto é, devem ser tóxicos para os microrganismos, porém inócuos para o
hospedeiro humano. Adicionalmente, cada antimicrobiano está associado a um
espectro particular de atividade que descreve o número de diferentes espécies
de microrganismos sensíveis a determinado fármaco. Os de amplo espectro
atuam em diferentes espécies de bactérias, enquanto que os de baixo espectro
são efetivos contra um pequeno número de espécies bacterianas. No entanto,
os microrganismos podem adquirir resistência aos vários fármacos
antimicrobianos e, consequentemente, serão menos afetados por eles, por isso
há um esforço contínuo para descobrir e desenvolver fármacos que evitem ou
superem os mecanismos evolutivos de resistência. OBJETIVO: Evidenciar por
meio de uma revisão bibliográfica, o uso de antibióticos na Unidade de Terapia
intensiva. MÉTODOS: A coleta de dados foi realizada entre maio de 2011 a maio
de 2021 utilizando as plataformas PubMed, BVS e SciELO. RESULTADOS: Dos
pacientes que se encontram internados em UTI´s, 70% estão recebendo
antimicrobianos e, por vezes, com benefícios incertos. Quando há infecção por
bactérias gram-negativas, a antibioticoterapia empírica pode aumentar o risco de
desenvolvimento de resistência. Se necessário utilizar métodos invasivos, estes
têm uma maior predisposição na ocorrência de uma infecção. CONCLUSÃO: Um
planejamento estratégico direcionado ao uso racional de antimicrobianos
baseado em práticas educacionais intervencionistas pode auxiliar o médico no
controle de infecção a adequar as rotinas com melhoria da qualidade da
assistência aos pacientes internados.