USO DE MEMBRANAS XENÓGENAS COMO MÉTODO ALTERNATIVO ÀS ENXERTIAS DE TECIDO MOLE
Dados do documento
Resumo
Para manter a saúde, estética e estabilidade dos tecidos periodontais é importante que a faixa tecido queratinizado esteja em espessura adequada, visto que, fornece uma maior resistência contra as injúrias externas já que esta mucosa é resistente ao atrito devido sua riqueza em queratina assim como a mucosa do palato que é a área doadora comumente utilizada nas enxertias de tecido mole pelas técnicas de enxerto subepitelial de tecido conjuntivo e o enxerto gengival livre epitelial ambas consideradas "padrão ouro" para ganho e aumento da faixa de gengiva inserida, procedimentos que geram altas morbidades que podem ser evitadas ao serem substituídas por membranas xenógenas de matriz colágena. Esta é uma alternativa previsível e efetiva em comparação aos enxertos utilizados uma vez que possui elevada biocompatibilidade, por uma estrutura compacta que proporciona integridade estrutural e estabilidade, protege o defeito de infecções e permite o uso da matriz em situações de cicatrização aberta, sem necessidade de cobrir a ferida e um suporte esponjoso concebido para adicionar volume à membrana e permitir a permeação do tecido mole. Apesar de seu custo elevado ao optar por utilizar uma Matriz de Colágeno Suína é possível obter o aumento de gengiva inserida como planejado, o biomaterial vai proporcionar aumento da largura de tecido desejado em apenas um processo cirúrgico, o que com enxertos autógenos não é possível. Apesar de suas desvantagens as enxertias autógenas ainda são muito eficazes e utilizadas por cirurgiões dentistas, mas, ao optar pelo biomaterial, obtém-se benefícios e sucesso para o profissional e para o paciente.