TCC2023

UTILIZAÇÃO DA REALIDADE VIRTUAL ASSOCIADA AO CICLO ERGÔMETRO NA DOENÇA DE ALZHEIMER: ESTUDO DE CASO

Dados do documento

Autor(es)
Daniel Silveira de Oliveira
Orientador(es)
Patrícia Passos Martins
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
18 de junho de 2023
Nome do curso
Fisioterapia
Nome da Unidade
Afya Itaperuna

Resumo

Introdução: A Doença de Alzheimer (DA) é uma patologia neurodegenerativa associada a idade manifestações cognitivas e neuropsiquiátricas que levam a incapacitações para realizar certas atividades. A Fisioterapia vem acompanhando a evolução tecnológica em sua pratica clinica, atuando em um novo conceito de intervenção no campo da reabilitação física: a Realidade Virtual (RV), conceituada como uma técnica de interação entre o usuário e um sistema computacional que reproduz e potencializa a sensação de realidade do ambiente de maneira artificial. O exercício físico de predominância aeróbico tem efeito favorável na fadiga apresentada por pacientes com doenças terminais, com melhora significativa na qualidade de vida, além de contribuir para a profilaxia de complicações relacionadas ao imobilismo. Objetivo: Analisar a eficácia da Realidade Virtual em conjunto com o ciclo ergômetro no tratamento da Doença de Alzheimer. Método: A presente pesquisa trata-se de um estudo de caso, de abordagem qualitativa, na qual foram apresentados dados referentes ao tratamento fisioterapêutico utilizando a realidade virtual associada ao ciclo ergômetro como método de reabilitação de uma paciente do sexo feminino, diagnosticada Doença de Alzheimer. Para avaliar as funções cognitivas foi utilizado o Miniexame do Estado Mental (MEEM) e para avaliação funcional foi utilizado o Índice de Katz. O protocolo de intervenção fisioterapêutica foi aplicado 2 vezes por semana, com duração de 40 minutos cada sessão, sendo realizada no total 10 sessões. Resultados: Durante o tratamento, a paciente foi submetida por 2 avaliações aplicando o Miniexame do Estado Mental e o Índice de Katz: a inicial e a última com 10 sessões. Em relação aos resultados apresentados através do Miniexame do Estado Mental, identificou-se, na 1ª sessão um escore de 12 pontos, e na avaliação final um escore de 21 pontos, o que indica quadro de demência, porém, com uma melhora significativa nas funções cognitivas. Ao se avaliar o Índice de Katz, não foi observado evoIução em relação ao nível de independência funcional, pois os resultados demonstraram escores iguais de 3 pontos. Conclusão: Conclui-se, através dos resultados apresentados no presente estudo, que a Realidade Virtual tem se mostrado promissora no tratamento de pacientes com deficiências cognitivas relacionadas à Doença de Alzheimer. Porém, faz-se necessário a realização de mais pesquisas, com tempo de intervenção mais prolongado, a fim de verificar os reais efeitos da aplicação da RV associada ao ciclo ergômetro no retardo da progressão da Doença de Alzheimer.