TCC2025

VACINAÇÃO E VIGILÂNCIA DAS HEPATITES A, B E C EM PERÍODO PANDÊMICO

Dados do documento

Autor(es)
Maria Júlia da Silva; Milena Cristina Silveira; Ingrid Faleiro Leite Neco
Orientador(es)
Martinelle Ferreira da Rocha Taranto
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
17 de março de 2026
Nome do curso
Biomedicina
Palavras-chave
HAV. HBV. HCV. Notificação. Imunização. COVID-19. Saúde pública.

Resumo

As hepatites virais A, B e C representam importantes problemas de saúde pública, apresentando diferenças quanto à transmissão, evolução clínica e formas de prevenção. O vírus da hepatite A (HAV), transmitido predominantemente pela via fecal-oral, está associado à qualidade do saneamento básico, hábitos de higiene e fatores socioeconômicos. Já a hepatite B (HBV), e C (HCV) podem ser transmitidas pela via hematogênica, parenteral e sexual, podendo evoluir para formas crônicas, cirrose e carcinoma hepatocelular. Dessa forma, a imunização é considerada o principal método preventivo, embora para a hepatite C não exista vacina. Durante a pandemia de COVID-19, houve colapso dos sistemas públicos de saúde, prejudicando o controle de várias outras doenças. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo estudar a cobertura vacinal das hepatites e associar com os números de casos durante esse período de pandemia. Foi realizada uma pesquisa descritiva e quantitativa, em fontes oficiais de notificação como DataSUS. Os resultados sugerem que as taxas de imunização contra a hepatite A reduziram-se em 2021, reflexo das restrições impostas pela pandemia de COVID-19. A partir de 2022, observou-se recuperação gradual, com estabilização em 2024. Já a hepatite B apresentou declínio em 2019, indicando desafios prévios à pandemia. O impacto da COVID-19 acentuou essa queda, com recuperação apenas a partir de 2022. Fator também observado na Hepatite C, com casos notificados em 2018 representando o dobro do ano de 2021.