VACINAÇÃO E VIGILÂNCIA DAS HEPATITES A, B E C EM PERÍODO PANDÊMICO
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Resumo
As hepatites virais A, B e C representam importantes problemas de saúde pública, apresentando diferenças quanto à transmissão, evolução clínica e formas de prevenção. O vírus da hepatite A (HAV), transmitido predominantemente pela via fecal-oral, está associado à qualidade do saneamento básico, hábitos de higiene e fatores socioeconômicos. Já a hepatite B (HBV), e C (HCV) podem ser transmitidas pela via hematogênica, parenteral e sexual, podendo evoluir para formas crônicas, cirrose e carcinoma hepatocelular. Dessa forma, a imunização é considerada o principal método preventivo, embora para a hepatite C não exista vacina. Durante a pandemia de COVID-19, houve colapso dos sistemas públicos de saúde, prejudicando o controle de várias outras doenças. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo estudar a cobertura vacinal das hepatites e associar com os números de casos durante esse período de pandemia. Foi realizada uma pesquisa descritiva e quantitativa, em fontes oficiais de notificação como DataSUS. Os resultados sugerem que as taxas de imunização contra a hepatite A reduziram-se em 2021, reflexo das restrições impostas pela pandemia de COVID-19. A partir de 2022, observou-se recuperação gradual, com estabilização em 2024. Já a hepatite B apresentou declínio em 2019, indicando desafios prévios à pandemia. O impacto da COVID-19 acentuou essa queda, com recuperação apenas a partir de 2022. Fator também observado na Hepatite C, com casos notificados em 2018 representando o dobro do ano de 2021.