VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS TRATAMENTOS CIRÚRGICOS E NÃO CIRÚRGICOS PARA CÂNCER DE PELE NÃO MELANOMA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
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Resumo
O câncer de pele não melanoma é o tipo de neoplasia cutânea mais frequente no mundo, apresentando elevada incidência e impacto significativo nos sistemas de saúde, o que torna essencial a avaliação das diferentes abordagens terapêuticas disponíveis. Nesta perspectiva, o presente estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão sistemática, as vantagens e desvantagens dos tratamentos cirúrgicos e não cirúrgicos no câncer de pele não melanoma. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, realizada conforme as recomendações PRISMA, cujas buscas foram realizadas nas bases de dados MEDLINE/PUBMED, LILACS e SciELO. As buscas nas bases de dados identificaram 883 artigos, dos quais 17 foram selecionados para compor a revisão. As amostras variaram de 10 a 4.768 pacientes, com predominância de carcinoma basocelular, bem como de carcinoma espinocelular. As intervenções incluíram abordagens cirúrgicas e não cirúrgicas. De modo geral, os tratamentos cirúrgicos apresentaram maiores taxas de cura e menor recorrência, consolidando-se como padrão-ouro, embora estejam associados a maior invasividade. Em contrapartida, as terapias não cirúrgicas mostraram-se menos invasivas e com melhor perfil estético, porém, em alguns casos, com menor eficácia e maior risco de recidiva. Conclui-se que a escolha terapêutica deve ser individualizada, considerando as características clínicas e tumorais, a fim de equilibrar a eficácia oncológica com os desfechos estéticos e funcionais.