VARIABILIDADE GENÉTICA E RESPOSTA À CAFEÍNA: O PAPEL DOS POLIMORFISMOS DO CYP1A2
Dados do documento
Resumo
Objetivo: Analisar e compreender moleculares da resposta a cafeína: Foco nos receptores de adenosina em indivíduos com sensibilidade atípica. A cafeína é um alcaloide natural de sabor amargo e efeito estimulante do sistema nervoso central, sendo o principal composto ativo do café. Foi isolada pela primeira vez em 1819 por Friedlieb Ferdinand Runge. Está presente naturalmente em alimentos como café, chá, chocolate, guaraná e erva-mate, além de ser adicionada a bebidas energéticas, refrigerantes, medicamentos e suplementos. Seus efeitos ocorrem principalmente pelo bloqueio dos receptores de adenosina (A1 e A2A) no cérebro, promovendo maior vigília, concentração e desempenho físico. Contudo, seu consumo excessivo pode causar insônia, ansiedade, irritabilidade, taquicardia e distúrbios gastrointestinais. A adenosina, por sua vez, é um produto da degradação do ATP e atua como reguladora da atividade neural. A cafeína age como antagonista dos seus receptores, o que explica seus efeitos estimulantes. Receptores A1 e A2A são os mais sensíveis à cafeína, influenciando a modulação da dopamina e outros processos neuroquímicos. O ATP é a principal fonte de energia celular e está envolvido em processos essenciais como a síntese de DNA/RNA, transporte de íons e contração muscular. Sua quebra gera adenosina, que regula funções no sistema nervoso e imunológico. Algumas pessoas apresentam hipersensibilidade à cafeína, com sintomas como dor de cabeça, sonolência, náusea e alterações de humor. Há também variações genéticas que afetam a tolerância, dependência e resposta à cafeína. Palavras-chave: Adenosina, sono e cafeína, enzima CYP1A2.