TCC2025

VARIABILIDADE GENÉTICA E RESPOSTA À CAFEÍNA: O PAPEL DOS POLIMORFISMOS DO CYP1A2

Dados do documento

Autor(es)
Isabel Cristina Valentim de Sousa
Orientador(es)
Fabio Luiz Cândido Cahuê
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
16 de janeiro de 2026
Nome do curso
Não informado

Resumo

Objetivo: Analisar e compreender moleculares da resposta a cafeína: Foco nos receptores de adenosina em indivíduos com sensibilidade atípica. A cafeína é um alcaloide natural de sabor amargo e efeito estimulante do sistema nervoso central, sendo o principal composto ativo do café. Foi isolada pela primeira vez em 1819 por Friedlieb Ferdinand Runge. Está presente naturalmente em alimentos como café, chá, chocolate, guaraná e erva-mate, além de ser adicionada a bebidas energéticas, refrigerantes, medicamentos e suplementos. Seus efeitos ocorrem principalmente pelo bloqueio dos receptores de adenosina (A1 e A2A) no cérebro, promovendo maior vigília, concentração e desempenho físico. Contudo, seu consumo excessivo pode causar insônia, ansiedade, irritabilidade, taquicardia e distúrbios gastrointestinais. A adenosina, por sua vez, é um produto da degradação do ATP e atua como reguladora da atividade neural. A cafeína age como antagonista dos seus receptores, o que explica seus efeitos estimulantes. Receptores A1 e A2A são os mais sensíveis à cafeína, influenciando a modulação da dopamina e outros processos neuroquímicos. O ATP é a principal fonte de energia celular e está envolvido em processos essenciais como a síntese de DNA/RNA, transporte de íons e contração muscular. Sua quebra gera adenosina, que regula funções no sistema nervoso e imunológico. Algumas pessoas apresentam hipersensibilidade à cafeína, com sintomas como dor de cabeça, sonolência, náusea e alterações de humor. Há também variações genéticas que afetam a tolerância, dependência e resposta à cafeína. Palavras-chave: Adenosina, sono e cafeína, enzima CYP1A2.