Dissertações2018

VIOLÊNCIA À MULHER NO PERÍODO GESTACIONAL: UMA CONTRIBUIÇÃO DA ENFERMAGEM A SAÚDE DA FAMÍLIA.

Dados do documento

Autor(es)
Thais Portela Teixeira Campelo
Orientador(es)
Claudete Ferreira de Souza Monteiro
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2018
Data de publicação
18 de junho de 2013
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Enfermagem. Violência. Saúde da mulher.

Resumo

A violência contra gestante segue uma dinâmica que a inclui como um dos maiores problemas sociais enfrentados pela população feminina no Brasil, e agrava-se pelo fato de a maioria das agressões partirem do próprio parceiro. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivos analisar a violência em mulheres grávidas atendidas na estratégia de saúde da família, levantar os dados sociodemográficos e obstétricos das gestantes, levantar dados da violência sofrida quanto ao tipo, o agressor, frequência das agressões (antes, durante e após a gravidez) e área do corpo mais atingida, e elaborar uma cartilha para os profissionais que atuam na atenção à saúde da família. Trata-se de estudo de natureza descritiva, com abordagem quantitativa, do tipo transversal, realizado na Estratégia de Saúde da Família, com a participação de 306 gestantes. A coleta de dados se deu por meio de questionário contendo dados sociodemográficos, obstétricos e da ocorrência de violência e pela aplicação do instrumento Abuse Assesment Screen, durante a consulta de pré-natal, no período de maio a julho de 2012. Os dados foram tratados pelo programa estatístico Statistical Package for the Social Sciences 12.0 for Windows. Para verificação da associação entre violência na gestação e as variáveis dependentes, variáveis socioeconômicas e variáveis gestacionais utilizou-se o teste do qui-quadrado, considerando um valor de significância de ≤ 0,05. Os resultados mostram que do total das pesquisadas 26,5% informaram violência em algum momento na vida e 7,2% relataram episódio de violência na gestação. Das mulheres com episódio de violência no período gestacional, 50% tinham até 25 anos de idade, acima de 8 anos de estudo (68,2%), com companheiro (59,1%), renda familiar de até um salário mínimo (81,8%) e episódio de violência na vida (72,7%). Houve associação significativa e chance de ocorrer violência na gestação entre mulheres com episódio de violência na vida (72,7%) e ter companheiro (59,1%). O estudo mostra elevada prevalência e a continuidade da violência sofrida por mulheres em algum momento da vida e durante a gestação. Diante dos resultados encontrados, é importante que profissionais de saúde adotem medidas para prevenção das diversas formas de violência, mais especificamente durante o período gestacional, a partir do momento da 1ª consulta até o puerpério, não descartando outros momentos da vida da mulher.