TCC2026

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: A INSUFICIÊNCIA DA REDE DE PROTEÇÃO ÀS MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA DIANTE DA LEI MARIA DA PENHA (LEI Nº 11.340/2006).

Dados do documento

Autor(es)
Daiane Rodrigues de Souza
Orientador(es)
Fábio Pereira de Souza
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
10 de julho de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Bahia
Palavras-chave
Violência doméstica. Lei Maria da Penha. Feminicídio. Rede de proteção. Medidas protetivas.

Resumo

A violência doméstica contra a mulher ainda é uma realidade presente na sociedade brasileira e continua gerando impactos sociais, psicológicos e jurídicos significativos. Mesmo após a criação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), considerada um importante avanço no enfrentamento da violência de gênero, muitas mulheres ainda encontram dificuldades para acessar uma proteção efetiva por parte do Estado. Em diversos casos, a ausência de estrutura adequada nos órgãos de atendimento e a fragilidade das políticas públicas acabam dificultando a aplicação das medidas previstas na legislação. Diante dessa problemática, este trabalho analisa as limitações da rede de proteção destinada às mulheres em situação de violência doméstica, buscando compreender a diferença existente entre a proteção garantida pela lei e a realidade vivenciada pelas vítimas. Para o desenvolvimento da pesquisa, foi utilizada abordagem qualitativa, com caráter exploratório e descritivo, por meio de revisão bibliográfica, análise de documentos oficiais e observação de caso prático relacionado ao tema. Também foram utilizados dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e decisões do Superior Tribunal de Justiça. A análise realizada demonstrou que a demora na concessão das medidas protetivas, o número insuficiente de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e de casas-abrigo, além da falta de continuidade das políticas públicas, comprometem diretamente a segurança das vítimas e favorecem a perpetuação da violência doméstica e do feminicídio. Além disso, em muitos casos, as mulheres acabam enfrentando situações de revitimização durante o atendimento institucional. Dessa maneira, percebe-se que a efetividade da Lei Maria da Penha não depende apenas da existência da norma jurídica, mas também da atuação eficiente do poder público, do fortalecimento da rede de apoio e da implementação de políticas públicas capazes de oferecer proteção adequada às mulheres em situação de violência.