A EFICÁCIA DA EQUOTERAPIA NO NEURODESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM SÍNDROME DE DOWN
Dados do documento
Resumo
A Síndrome de Down (SD), conhecida como Trissomia do Cromossomo 21 (TC21), foi a
primeira alteração genética identificada pela ciência, trata-se da anomalia cromossômica mais frequente,
caracterizada pela presença de um cromossomo extra no par 21. O neurodesenvolvimento em crianças com SD
apresentam características específicas e individuais, que estão relacionadas ao grau de comprometimento
cognitivo, motoras e psicossociais. OBJETIVO: Investigar a eficácia da equoterapia no neurodesenvolvimento
de crianças e adolescentes com Síndrome de Down, com idades entre 3 e 14 anos. METODOLOGIA: Tratou-se
de uma revisão de literatura com delineamento exploratório-descritivo. RESULTADOS: Foram encontrados 33
estudos na íntegra, localizados nas bases de dados Lilacs, SciELO e PubMed, inicialmente 28 não atenderam aos
critérios de inclusão previamente estabelecidos e, portanto, foram excluídos. Foram desconsiderados estudos de
caso e revisões de literatura, mantendo-se exclusivamente ensaios clínicos para análise, estudos que não
contemplavam a idade, e foram excluídos estudos cujos participantes apresentavam cromossopatias associadas,
independentemente do tipo. DISCUSSÃO: A literatura científica evidencia que a equoterapia, assim como outras
abordagens terapêuticas fundamentadas no movimento tridimensional do cavalo, constitui uma intervenção
altamente eficaz para o aprimoramento da coordenação motora, do controle postural e do equilíbrio em crianças e
adolescentes com SD. Apesar das divergências metodológicas e dos instrumentos de avaliação empregados nos
diferentes estudos, há consenso quanto à relevância da estimulação corporal integral e da integração sensório-motora proporcionadas pelo movimento do cavalo, elementos essenciais para o desenvolvimento motor e funcional
dessa população. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A literatura aponta que a equoterapia ultrapassa os limites da
reabilitação motora tradicional, integrando estímulos sensoriais, cognitivos e afetivos que potencializam a resposta
terapêutica.