TCC2023

A FRAGILIZAÇÃO DO DISCURSO DA MULHER PELO PAI ABUSADOR: A LEI DE ALIENAÇÃO PARENTAL À LUZ DA IGUALDADE DE GÊNEROS

Dados do documento

Autor(es)
Jessy Araujo Martins
Orientador(es)
Filipe Rodrigues Garcia
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
09 de maio de 2024
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Sete Lagoas
Palavras-chave
Alienação Parental. Reversão de guarda. Princípio da igualdade.

Resumo

O presente trabalho aborda a fragilidade do discurso da mulher pelo pai abusador: a lei de alienação parental à luz da igualdade de gêneros. No Brasil, a Lei.12318/2010 autoriza, em algumas hipóteses, que haja a reversão da guarda caso seja constatado que um dos genitores está praticando alienação parental. A referida lei baseasse em um estudo feito em 1985 pelo psiquiatra norte americano Richard Gardner. Ele é conhecido por sua vasta atuação como perito judicial em casos de guarda de crianças onde defendia pais, professores e membros de congregações religiosas de acusações de abusos sexuais e de pedofilia. Ao longo dessa pesquisa é demonstrado o objetivo da instituição da lei de Alienação Parental e os prejuízos decorrentes da aplicação da norma, buscando estudar a raiz do problema para entender toda a problemática do tema. Sendo assim é descrito como o machismo estrutural afeta o direito e deixa as mulheres vulneráveis diante de determinadas situações. O estudo também abordou a visão de estudiosos sobre o tema, além de procurar trazer quais medidas foram tomadas para tentar reverter os malefícios da lei. Para abarca todos os pontos importantes dessa pesquisa, foi usado o método dedutivo, pois parte-se de um plano mais abrangente (leis e teorias) para compreender o fenômeno particular. Opta-se, também, pela pesquisa bibliográfica, uma vez que o tema será explorado por meio da análise de artigos científicos e legislação. Ao fim desse estudo conclui-se que a Lei de Alienação Parental não cumpre seus principais objetivos e, infelizmente, em alguns casos, viabiliza o exercício do poder familiar de pais abusadores, além de não ter um caráter isonômico já que desqualifica o discurso feminino e em consequência disso põe menores em situação de risco. Desse modo, conclui-se que a lei deve ser declarada inconstitucional.