A INFLUÊNCIA DA CREATINA NA FUNÇÃO COGNITIVA-UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
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Resumo
A creatina, sintetizada naturalmente no corpo é obtida através da alimentação, desempenha um papel essencial no fornecimento de energia, especialmente para músculos e cérebro. Sua síntese envolve os aminoácidos arginina, glicina e metionina, e apósser produzida, é transportada pelo sangue para os tecidos, onde atua principalmente no sistema ATP-CP, regenerando rapidamente ATP durante atividades físicas intensas. Além de melhorar a função mitocondrial, também pode aumentar a disponibilidade de energia para as células cerebrais, o que é fundamental em doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson, onde há um declínio progressivo da função neuronal. No Alzheimer, a suplementação de creatina pode auxiliar na preservação da memória e no julgamento, uma vez que suas propriedades antioxidantes ajudam a combater o estresse oxidativo, que contribui para a degeneração das células nervosas. No Parkinson, acredita-se que a creatina desempenha um papel na proteção dos neurônios dopaminérgicos, que são gradualmente destruídos durante o curso da doença, ajudando a retardar o progresso dos sintomas motores específicos. Dessa forma, a criação surge como uma estratégia promissora no suporte à função cerebral, com potencial para melhorar a qualidade de vida de pacientes que sofrem essas condições. No entanto, apesar dos resultados positivos obtidos em alguns estudos, mais pesquisas são possíveis para confirmar a extensão dos benefícios da creatina em doenças neurodegenerativas.