TCC2026

A PRÁTICA DE ATOS INFRACIONAIS POR ADOLESCENTES NAS REDES SOCIAIS: A RESPONSABILIDADE CIVIL DOS PAIS E DAS PLATAFORMAS DIGITAIS E OS CRITÉRIOS JURÍDICOS DE QUANTIFICAÇÃO DO DANO.

Dados do documento

Autor(es)
Marcela Aguiar Silva
Orientador(es)
Fabrício Veiga Costa
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
23 de julho de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Sete Lagoas
Palavras-chave
Adolescentes. Atos infracionais. Responsabilidade civil. Plataformas digitais.

Resumo

Este artigo aborda o desafio jurídico de definir responsabilidades e quantificar danos em face da prática de atos infracionais por adolescentes nas redes sociais, tema de crescente relevância jurídica e social diante da intensificação do uso das plataformas digitais por crianças e adolescentes e da ausência de critérios consolidados para reparação dos danos decorrentes desse contexto. O problema central reside na insuficiência dos critérios tradicionais de reparação civil diante da viralização e da amplificação algorítmica. Discutindo os efeitos do ambiente digital em crianças e adolescentes, bem como a responsabilização civil dos pais e das plataformas digitais. Adota-se como marco teórico principal a teoria da responsabilidade civil contemporânea aplicada ao ambiente digital, especialmente a partir dos estudos de Gagliano, Pamplona Filho e Cavalieri Filho, articulados ao paradigma constitucional da proteção integral.  Este trabalho contou com o auxílio da inteligência artificial ChatGPT AI para a revisão textual, adequação à linguagem acadêmica, formatação conforme as normas da ABNT e organização das referências bibliográficas. A ferramenta foi utilizada como suporte para otimizar o processo de escrita e garantir a conformidade com os padrões exigidos, mantendo a autoria e a responsabilidade intelectual do conteúdo integralmente do estudante. A pesquisa analisa o progresso da proteção legal no Brasil, com ênfase no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e, por meio de uma abordagem de caráter bibliográfico e qualitativo, baseia-se em doutrina, legislação e jurisprudência, evidenciando que a negligência parental e a omissão das plataformas podem resultar em responsabilidade conjunta pelos prejuízos causados. Também são analisadas propostas legislativas recentes, como o chamado 'ECA Digital', sustentando que a atualização normativa só será eficaz se estiver acompanhada de critérios objetivos para imputação e quantificação do dano. Sob pena, de ampliar a retórica protetiva sem solucionar a insegurança decisória do magistrado. A abordagem empregada se baseia em pesquisa bibliográfica, qualitativa, exploratória e hipotético-dedutivo, com analise normativa, doutrinária e jurisprudencial.