TCC2025

A REPRODUÇÃO ASSISTIDA INFORMAL E A NECESSIDADE DE REGULAMENTAÇÃO JURÍDICA DO DIREITO DA PARENTALIDADE DE CASAIS DE MULHERES SÁFICOS

Dados do documento

Autor(es)
Hana Cristina Oliveira Fonseca
Orientador(es)
Fabrício Veiga Costa
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
23 de julho de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Sete Lagoas
Palavras-chave
Gestação. Inseminação Caseira. Lésbicas. Homoparentalidade.

Resumo

A presente pesquisa tem como objeto de estudo a análise dos aspectos jurídicos concernentes à dupla maternidade e à prática da inseminação caseira, também denominada reprodução assistida informal. Busca-se examinar a lacuna legislativa existente acerca desse procedimento, bem como os fatores determinantes que motivam sua adoção, entre os quais se destaca o elevado custo das técnicas formais de reprodução assistida. Observa-se que a modalidade informal tem se difundido, especialmente entre casais homoafetivos femininos de baixa renda, que almejam exercer de forma plena o direito ao planejamento familiar e à autonomia reprodutiva. Nesse contexto, questiona-se a limitação imposta à mulher que opta pela técnica informal, em virtude da impossibilidade de registro extrajudicial da dupla maternidade. Assim, a pesquisa propõe uma reflexão crítica da necessidade de atualização normativa e de reconhecimento jurídico das novas formas de constituição familiar, de modo a assegurar a efetividade dos direitos fundamentais, notadamente aqueles relacionados à dignidade da pessoa humana, à igualdade e à liberdade de formação da entidade familiar. Para isso utilizou-se o método hipotético-dedutivo, por meio de pesquisas e consultas em artigos e livros com a finalidade de compreender os aspectos da filiação e parentalidade frente à omissão legislativa. Dessa forma, a não regulamentação da dupla maternidade em casos de inseminação caseira se apresenta como obstáculo para a formação de famílias homoparentais, uma vez que à luz do livre planejamento familiar o casal tem livre escolha do método reprodutivo, não sendo possível a intervenção do Estado ou de terceiros nessa decisão regida pela autonomia privada.