ALIMENTAÇÃO DAS CRIANÇAS BRASILEIRAS ENTRE 5 A 9 ANOS DE IDADE EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19
Dados do documento
Resumo
O novo coronavírus denominado SARS-COV-2 está sendo um dos maiores desafios sanitários globais deste século. A doença não trouxe apenas impactos biológicos à saúde das pessoas. No Brasil após a tomada de medidas de isolamento restritivo social, vieram também os impactos sociais, culturais, psicológicos e econômicos à população. Esta pesquisa tem como objetivo analisar a alimentação das crianças brasileiras entre 5 a 9 anos em tempos de pandemia da covid-19, relacionando as consequências que o isolamento social pode causar nas escolhas alimentares desse público. Caracteriza-se como pesquisa de abordagem qualitativa, com objetivo exploratório através de levantamento bibliográfico, utilizando os bancos de dados MEDLINE/PubMed, The Latin American and Caribbean Center of Information in Health Sciences (BIREME), Bliblioteca Virtua de Saúde (BVS), Scielo, Google acadêmico, por meio de artigos científicos, revistas eletrônicas, sites públicos, publicados entre os anos de 2018 a 2021, nos idiomas português e inglês, usando os seguintes descritores para a pesquisa “alimentação durante a pandemia”, “efeitos da pandemia da Covid 19 sobre alimentação de crianças”, ”impactos do isolamento social em tempos da covid-19 na alimentação de crianças”, “insegurança alimentar em crianças em tempos de pandemia”. A pesquisa resultou em 20 (vinte) artigos relacionados ao tema por meio da busca nas bases de dados, destes 5 (cinco)artigos foram excluídos durante a verificação da elegibilidade dos estudos por não estarem de acordo com o tema da pesquisa, resultando em 15 (quinze) artigos incluídos na revisão. Os estudos mostraram que alimentação das crianças durante o isolamento social melhorou. No Brasil observou-se a maior ingestão de alimentos saudáveis como salada crua, vegetais, feijão, carnes, peixes e ovos, leite e derivados, frutas frescas e sucos de frutas, que pode ser explicado pelo maior tempo dos pais em casa e os benefícios que esses alimentos têm para a saúde e prevenção do vírus. De acordo com as pesquisas o fator renda também tem influência nesse comportamento alimentar, onde se verificou um maior consumo de salgadinhos e industrializados, aumento do tempo de tela e falta de atividade física, em grupos com maior renda familiar, o que leva ao excesso de peso nesse grupo. Porém em famílias com menor renda, principalmente em áreas rurais, foi notado a insegurança alimentar. Ressalta-se que se deve ter um olhar mais atento a população em estudo, levando em consideração, que é um público vulnerável, onde a alimentação é essencial para o crescimento e desenvolvimento saudável, para se tornarem adultos problemas ocasionados pela má alimentação da infância.