TCC2025

ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS DE AIDS NO NORDESTE BRASILEIRO: TENDÊNCIAS E PERFIL ENTRE 2019-2023

Dados do documento

Autor(es)
Caio Afonso Pereira de Melo; Renato Gomes Annes de Carvalho; Renato Rafael Leite de Freitas
Orientador(es)
Felipe de Melo Souza
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
04 de julho de 2025
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Garanhuns
Palavras-chave
AIDS. HIV. Epidemiologia. Nordeste. Saúde Pública.

Resumo

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma doença infecciosa crônica causada pelo HIV, que suprime o sistema imunológico e torna os indivíduos suscetíveis a infecções oportunistas. Desde sua descoberta em 1981, a AIDS continua a ser uma problemática de saúde pública global, com altos índices de morbidade e mortalidade. Referencial Teórico: A infecção por HIV é transmitida principalmente por contato com fluidos corporais, incluindo relações sexuais desprotegidas, transfusões de sangue e compartilhamento de agulhas. Fatores como vulnerabilidade social, comportamento sexual de risco, e acesso inadequado a cuidados de saúde contribuem para a maior prevalência de AIDS em certas populações. Estudos epidemiológicos demonstram que a AIDS afeta predominantemente homens e indivíduos entre 20 a 49 anos, especialmente nas regiões com maior desigualdade social, como o Nordeste do Brasil. Método: Este estudo caracteriza-se como um estudo epidemiológico descritivo de série temporal. Foram analisados os casos de AIDS registrados no Nordeste do Brasil entre os anos de 2019 e 2023, com dados extraídos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), utilizando a ferramenta DATASUS TabNet. A análise incluiu variáveis como sexo, faixa etária e fatores sociodemográficos, com o objetivo de identificar padrões de incidência da doença na região. Resultados: Durante o período de análise, foram registrados 19.280 casos de AIDS na região Nordeste. A maioria dos casos ocorreu no sexo masculino (72,8%), e na faixa etária de 20 a 49 anos, que representou 77,7% dos casos. A análise revelou que fatores comportamentais, como relações sexuais desprotegidas, e a vulnerabilidade social, são determinantes chave na disseminação do HIV. Observou-se uma redução nas notificações a partir de 2023, provavelmente devido à subnotificação durante a pandemia de COVID-19, que afetou a vigilância e o diagnóstico. Conclusão: Os resultados indicam a necessidade urgente de políticas públicas de prevenção mais eficazes, com foco em campanhas de conscientização voltadas para grupos vulneráveis, como homens e jovens da faixa etária mais afetada. A promoção do diagnóstico precoce e o fortalecimento do acesso aos serviços de saúde são fundamentais para controlar a propagação do HIV e melhorar a qualidade de vida dos pacientes diagnosticados.