TCC2025

AS NEGATIVAS ADMINISTRATIVAS DOS BENEFÍCIOS POR INCAPACIDADE TEMPORÁRIA PELO INSS EM SETE LAGOAS: UMA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA PREVISTO NO ARTIGO 37 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A JUDICIALIZAÇÃO DO BENEFÍCIO

Dados do documento

Autor(es)
Eduarda Nunes Souza
Orientador(es)
Filipe Rodrigues Garcia
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
23 de julho de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Sete Lagoas
Palavras-chave
Instituto Nacional do Seguro Social. Benefício por Incapacidade Temporária. Princípio da Eficiência. Judicialização. Sete Lagoas.

Resumo

O presente trabalho analisa como a ineficiência administrativa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), especialmente nas análises de benefícios por incapacidade temporária, impulsiona a crescente judicialização previdenciária. Parte-se do Princípio da Eficiência, previsto no art. 37 da Constituição Federal, como marco teórico para compreender de que maneira a morosidade, as falhas periciais e as negativas imotivadas violam direitos dos segurados e transferem ao Poder Judiciário a função de concretizar prestações que deveriam ser reconhecidas administrativamente. A pesquisa adota abordagem qualitativa de natureza exploratória, utilizando método dedutivo. Quanto aos procedimentos, empregou-se a combinação de pesquisa de campo realizada na Agência do INSS de Sete Lagoas/MG, análise documental de cinco processos judiciais envolvendo benefícios por incapacidade temporária e estudo quantitativo dos dados oficiais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) referentes ao período de 2022 a 2025. Os resultados revelam que a unidade de Sete Lagoas apresenta significativo déficit de pessoal, elevado volume de negativas administrativas e morosidade acima da média nacional, fatores que contribuíram para a abertura de 219 novos processos judiciais apenas em 2025. Conclui-se que a judicialização previdenciária decorre diretamente da violação ao Princípio da Eficiência pela autarquia, sendo indispensável a reestruturação administrativa e a padronização dos fluxos decisórios para reduzir o litígio e garantir a proteção social de forma adequada.