TCC2023

AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE PLANTAS MEDICINAIS POR PACIENTES EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO

Dados do documento

Autor(es)
Andressa Fernandes Marques; Leonardo Barros da Cunha; Rafaela Ribeiro Muccini
Orientador(es)
Nadine Cunha Costa
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
31 de dezembro de 2022
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Palmas
Palavras-chave
Plantas Medicinais. Câncer. Quimioterapia. Etnofarmacologia.

Resumo

A procura por terapias alternativas pelos pacientes que fazem tratamento quimioterápico tem sido cada vez mais comum nos ambulatórios oncológicos e as plantas medicinais têm sido frequentemente apontadas por estes pacientes, com intuito de tratar ou amenizar sintomas adversos. Objetivo: avaliar o consumo de plantas medicinais em associação aos quimioterápicos por pacientes oncológicos. Método: revisão integrativa de literatura realizada através dos bancos de dados: U. S. National Library of Medicine(PubMed) e Google Scholar (Google acadêmico) utilizando os DECS (Descritores em Ciência da Saúde). Foram selecionados os artigos completos disponíveis nos idiomas português, inglês ou espanhol, sem recorte temporal, excluindo-se os duplicados e os que não responderam diretamente à pergunta norteadora, totalizando 15 artigos. Resultados: os anos com maior número de publicações entre os artigos selecionados foi referente a 2019 e 2020 (n=5; 33,33%). Quanto ao idioma, observou-se o predomínio do inglês, com 53,33% (n=8). Estudos mais aprofundados sobre o tema são de origem Oriental (n=3, 20%). As plantas medicinais mais citadas nas pesquisas com relação a atividade antineoplásica foram: Curcuma longa, (n=3; 20%), Centella asiática (n=2; 13,33%) e Panax ginseng (n=2, 13,33%). Além disso, a maioria dos artigos (n=8; 53,33%) discutiram que o potencial anticarcinogênico das plantas medicinais têm relação com os metabólitos secundários do grupo dos flavonoides. Os estudos relatam (n=4; 26,6%) a prevalência do uso de plantas medicinais em associação com a quimioterapia,principalmente, por idosos que se encontram em tratamento oncológico. Conclusão: as plantas medicinais em sua grande maioria, são vistas como produtos seguros por esses pacientes, e quando utilizadas de forma inadequada, produzem reações adversas e interações medicamentosas atrapalhando o segmento proposto pelo médico para esses pacientes e como consequência, o comprometimento do sucesso do tratamento contra o câncer. Por isso faz se necessário novas investigações através de testes clínicos com maiores evidências a respeito de mecanismos de ação in vitro e in vivo das plantas medicinais com atividade antineoplásica.