CONDUTAS NUTRICIONAIS E DISTORÇÃO DA IMAGEM CORPORAL EM ADOLESCENTES - PERCEPÇÃO,CAUSALIDADES E IMPLICAÇÕES
Dados do documento
Resumo
Este trabalho objetivou fazer uma revisão integrativa da literatura do conjunto de evidências científicas em publicações da área da saúde no Brasil, sobre os fatores que influenciam no comportamento alimentar, consequências na percepção da imagem corporal de adolescentes e implicações quanto ao risco de distúrbios e transtornos. Pesquisou-se artigos nas bases de dados LILACS e SCIELO em português, completos, referentes aos anos de 2016 a 2022 a partir de palavras-chaves: comportamento alimentar; imagem corporal; estado nutricional; e, adolescentes constituindo-se uma amostra de 24 publicações. Dessas, a partir de uma análise geral, resultaram 9 artigos, sendo analisados os instrumentos e aspectos metodológicos utilizados, coletando-se títulos, formação acadêmica dos autores, objetivos, resultados e recomendações, como forma de correlacioná-los e extrair as aproximações e distanciamentos quanto a temática. Dessa forma, obteve-se como pontos de análise: comportamento alimentar e fatores associados; a percepção da imagem corporal sua distorção e implicações; e, por fim, medidas e estratégias de promoção da saúde e prevenção de transtornos. Os resultados apresentam que são inúmeros os fatores internos externos que influenciam a conduta nutricional dos adolescentes, principalmente por estarem em situação de vulnerabilidade na condição peculiar de ser em desenvolvimento, podendo levá-los a comportamentos extremos. Tais incidências estão diretamente proporcionais à percepção da imagem em que muitas vezes distorcida, leva ao risco de distúrbios e transtornos alimentares, tais como os mais evidentes: bulimia e anorexia. Sendo assim, conclui-se que a adolescência é uma fase complexa e que muitos que pertencem a esse grupo tendem a buscar por idealizações corporais para a autoimagem muitas vezes inalcançáveis, seja por influências de fatores como a mídia, padrões sociais impostos, dentre outros. Tais comportamentos, quando extremos tendem a culminar em distúrbios e transtornos alimentares o que requer medidas de auxílio e estratégias de enfrentamentos.