DISBIOSE INTESTINAL E O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
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Resumo
O intestino humano é colonizado por microrganismos, incluindo bactérias, fungos e vírus, constituindo a microbiota intestinal. Eles são in uenciados por fatores externos, como o estilo de vida e hábitos alimentares, além de fatores intrínsecos incluindo hormonais, metabólicos e genéticos. Alterações que ocorrem no eixo intestino-
cérebro constituem fatores que desencadeiam e geram hipóteses sobre algumas doenças, como o Transtorno do Espectro Autista, transtornos do humor e do afeto. As afecções decorrem da liberação de metabólitos pela microbiota intestinal, que agem afetando a permeabilidade intestinal, a função imune e a sensibilidade da mucosa, além de interferir na liberação de hormônios e neurotransmissores gastrointestinais. O objetivo deste estudo é analisar a relação entre a disbiose e o desenvolvimento do Transtorno do Espectro Autista. Trata-se de uma revisão sistemática, as informações foram obtidas por meio da busca sistemática de artigos cientí cos indexados nas bases de dados U.S. National Library of Medicine, Medline e Biblioteca Virtual em Saúde, Scienti c Eletronic Library Online e Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde. Foram encontrados 963 artigos em base de dados, após critérios de exclusão restaram 27 artigos incluídos em síntese qualitativa. Assim, a disbiose intestinal, advinda de um desequilíbrio de bactérias intestinais, possui
in uência no desencadeamento e acentuação dos sintomas do transtorno do espectro autista, às custas do eixo microbiota-intestino- cérebro. Estratégias de saúde voltadas para a manutenção da carência de nutrientes e prevenção de futuros agravos seriam de grande relevância para o desenvolvimento neuropsicomotor de crianças e melhora da qualidade de vida de jovens autistas