TCC2024

DISBIOSE INTESTINAL E O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Dados do documento

Autor(es)
Camila Sanção de Macedo; Danielle Alves Torquato; Marília Gabriela Dias Nery
Orientador(es)
Ana Rachel Oliveira de Andrade
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
19 de janeiro de 2025
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Disbiose. Eixo Cérebro-Intestino. Transtorno do Espectro Autista.

Resumo

O intestino humano é colonizado por microrganismos, incluindo bactérias, fungos e vírus, constituindo a microbiota intestinal. Eles são in uenciados por fatores externos, como o estilo de vida e hábitos alimentares, além de fatores intrínsecos incluindo hormonais, metabólicos e genéticos. Alterações que ocorrem no eixo intestino-

cérebro constituem fatores que desencadeiam e geram hipóteses sobre algumas doenças, como o Transtorno do Espectro Autista, transtornos do humor e do afeto. As afecções decorrem da liberação de metabólitos pela microbiota intestinal, que agem afetando a permeabilidade intestinal, a função imune e a sensibilidade da mucosa, além de interferir na liberação de hormônios e neurotransmissores gastrointestinais. O objetivo deste estudo é analisar a relação entre a disbiose e o desenvolvimento do Transtorno do Espectro Autista. Trata-se de uma revisão sistemática, as informações foram obtidas por meio da busca sistemática de artigos cientí cos indexados nas bases de dados U.S. National Library of Medicine, Medline e Biblioteca Virtual em Saúde, Scienti c Eletronic Library Online e Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde. Foram encontrados 963 artigos em base de dados, após critérios de exclusão restaram 27 artigos incluídos em síntese qualitativa. Assim, a disbiose intestinal, advinda de um desequilíbrio de bactérias intestinais, possui

in uência no desencadeamento e acentuação dos sintomas do transtorno do espectro autista, às custas do eixo microbiota-intestino- cérebro. Estratégias de saúde voltadas para a manutenção da carência de nutrientes e prevenção de futuros agravos seriam de grande relevância para o desenvolvimento neuropsicomotor de crianças e melhora da qualidade de vida de jovens autistas