TCC2025

DISCURSOS DE ÓDIO RELIGIOSO E A VIOLAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA POPULAÇÃO LGBTQIAPN+: CONFLITO ENTRE A LIBERDADE RELIGIOSA E O PRINCÍPIO DA NÃO-DISCRIMINAÇÃO

Dados do documento

Autor(es)
Vitor Nonato Diniz dos Anjos
Orientador(es)
Fabrício Veiga Costa
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
27 de julho de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Sete Lagoas
Palavras-chave
Princípios de Yogyakarta. População LGBTQIAPN+. Discurso de ódio religioso. Dignidade da pessoa humana.

Resumo

O presente artigo busca analisar como os discursos de ódio religioso violam os direitos fundamentais da população LGBTQIAPN+ e como a existência de conflitos entre a liberdade religiosa e o princípio da não-discriminação afeta essa parte da sociedade. O objetivo geral da pesquisa é elucidar e ponderar sobre como o conflito entre liberdade religiosa e o direito da comunidade LGBTQIAPN+ impacta a sociedade e as problemáticas que envolvem o tema. Os objetivos específicos incluem: investigar como a CRFB/88 assegura a liberdade religiosa e quais são os limites desse direito; discutir como os Princípios de Yogyakarta estão presentes no ordenamento jurídico brasileiro e sua proteção conferida à população LGBTQIAPN+; esclarecer a prática do discurso de ódio religioso voltados às pessoas LGBTQIAPN+ e possíveis sanções à essa prática. A metodologia utilizada é a qualitativa e bibliográfica, pois se desenvolve a partir de princípios previstos na CRFB/88, no ordenamento jurídico brasileiro e jurisprudência e julgados de tribunais superiores. O marco teórico da pesquisa se apoia no princípio da dignidade da pessoa humana, no princípio da não-discriminação e nos Princípios de Yogyakarta. Por fim, o intuito da pesquisa é delinear os limites entre a liberdade religiosa e os direitos da população LGBTQIAPN+ e conclui-se que a resposta do Estado não deve limitarse ao plano repressivo, mas também incluir políticas públicas educativas, mecanismos de promoção da cultura de direitos humanos e estratégias de diálogo inter-religioso que desconstruam narrativas excludentes e de que a manifestação do pensamento religioso não pode se converter em instrumento de segregação, incitação ao ódio ou violência. Dessa forma, o artigo alcança seu objetivo ao delinear os limites jurídicos que resguardam a população LGBTQIAPN+ e ao demonstrar que a proteção contra o discurso de ódio religioso exige ação integrada entre direito, educação e sociedade civil.