EDUCAÇÃO NUTRICIONAL E OBESIDADE NA ADOLESCÊNCIA-A INTERSECÇÃO ENTRE PERCEPÇÃO CORPORAL, INFLUÊNCIAS E TRANSTORNOS ALIMENTARES
Dados do documento
Resumo
O presente artigo de revisão literária, investiga a complexa intersecção entre a educação nutricional, a percepção da imagem corporal e os transtornos alimentares entre adolescentes. Grupo etário considerado vulnerável e em desenvolvimento, esta fase é caracterizada por mudanças físicas, emocionais e sociais que impactam diretamente a saúde nutricional. A metodologia adotada foi qualitativa, através de uma revisão bibliográfica que abrangeu após análise em algumas plataformas de busca, em artigos disponíveis na base Scieloe LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) entre 2019 e 2024. A análise foi realizada em seis produções científicas, permitindo identificar padrões, estratégias e desafios existentes na literatura. Os resultados indicam que a obesidade na adolescência é um desafio global e multifatorial, relacionado ao aumento de doenças crônicas não transmissíveis. A insatisfação com a imagem corporal é especialmente prevalente entre adolescentes com sobrepeso, resultando em consequências psicossociais como baixa autoestima e comportamentos alimentares de risco. A educação nutricional se destaca como uma estratégia eficaz para promover hábitos saudáveis e uma imagem corporal positiva, especialmente quando as intervenções são personalizadas e sensíveis ao contexto cultural e às diferenças de gênero. Conclui-se que a educação nutricional deve ser abordada de forma multidimensional, integrando aspectos emocionais e comportamentais, e envolvendo o apoio familiar e de profissionais qualificados. Abordagens coletivas e sistêmicas têm maior potencial para enfrentar a obesidade adolescente, promovendo mudanças duradouras na saúde e no bem-estar dos jovens. A análise reforça a importância de estratégias de intervenção que capacitem os adolescentes a desenvolverem uma relação saudável com a alimentação e a aceitação de seus corpos.