TCC2025

EXCLUDENTE DE ILICITUDE NA ATIVIDADE POLICIAL: CONSTITUCIONALIDADE, LIMITES E SEGURANÇA JURÍDICA

Dados do documento

Autor(es)
Samuel Izaac de Souza Coimbra
Orientador(es)
Ma. Tereza Cristina Sader Vilar
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
23 de julho de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Sete Lagoas
Palavras-chave
Excludentes de ilicitude. Constitucionalidade. Dignidade da pessoa humana. Proporcionalidade. Excesso punível. Segurança jurídica. Devido processo legal. Legítima defesa. Estrito cumprimento de dever legal.

Resumo

O ordenamento jurídico brasileiro preceitua sobre a observância dos princípios fundamentais, em especial, das imposições constitucionais para limitação do poder coercitivo do Estado, mediante a observância dos direitos e princípios fundamentais que preveem condutas típicas e sua escorreita punição. O Estado Democrático de Direito confere direitos fundamentais aos cidadãos e reconhecem sua condição de pessoa enquanto parte do Estado, e a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 declara, em seu artigo 1º, inciso III, acerca da dignidade da pessoa humana, contribuindo para a valoração das garantias inerentes e inalienáveis dos indivíduos, bem como o devido processo legal, previsto no artigo 5º, inciso LIV, para garantia justa, imparcial e igualitária de procedimentos legais. Neste ínterim, a atuação das forças de segurança pública devem acatar aos limites estatuídos constitucionalmente. A legítima defesa, nos termos do artigo 23, inciso II do Código Penal Brasileiro e, concomitantemente, o estrito cumprimento de dever legal, no inciso III, excludentes de ilicitude objeto de estudo, são regulamentos que se atentam a esses pressupostos iniciais afastando a criminalização de condutas típicas, ao passo em que estabelecem uma intercessão entre si. São normas descriminalizadoras que, na presente temática, preponderam sobre a legalidade das ações policiais para a obtenção de um amparo legislativo, conferindo, para tanto, a absolvição do acusado em procedimentos legais, com a condição de que tais ações tenham sido executadas em conformidade aos limites legislativos e constitucionais. Entre as excludentes de ilicitude e em vista das discussões envolvidas, ressalta-se a incidência do estrito cumprimento de dever legal no contexto da atividade coercitiva policial, visando uma eventual unicidade jurídica em favor dos agentes policiais no cumprimento de suas determinações legais.