TCC2025

FISIOTERAPIA NO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA ORTOGNÁTICA - EFEITOS SOBRE AMPLITUDE MANDIBULAR E PARESTESIA

Dados do documento

Autor(es)
Iasmin Maria da Graça Cruz; Lara Andrade Chaves
Orientador(es)
Dayse Rodrigues de Souza Andrade
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
17 de março de 2026
Nome do curso
Fisioterapia

Resumo

As deformidades dentofaciais podem comprometer funções essenciais como mastigação,

fala e respiração, tornando a cirurgia ortognática uma intervenção eficaz para restaurar a funcionalidade e

a estética facial. O processo de recuperação pós-operatória exige cuidados específicos, nos quais a

fisioterapia tem se destacado como recurso fundamental para otimizar a reabilitação. Este estudo apresenta

uma revisão da literatura sobre a atuação fisioterapêutica no pós-operatório de cirurgia ortognática,

enfatizando seus benefícios clínicos e impacto na qualidade de vida do paciente. Um dos objetivos foi

analisar os efeitos das intervenções fisioterapêuticas na recuperação da amplitude de movimento

mandibular e parestesia em indivíduos submetidos à cirurgia ortognática. Trata-se de uma revisão

integrativa realizada nas bases SciELO, PubMed, Google Acadêmico e Bireme. Após a aplicação dos

critérios de inclusão e exclusão, 11 estudos foram selecionados para análise, considerando tipo de protocolo

utilizado, métodos de avaliação e desfechos clínicos relacionados à recuperação funcional. Após análise

dos estudos, foram observados que exercícios terapêuticos, TENS e mobilizações articulares apresentaram

melhora moderada na abertura bucal, enquanto a laserterapia de baixa intensidade associada ao LED

demonstrou maior eficácia na redução da parestesia e aceleração da regeneração neurossensorial. Técnicas

como drenagem linfática manual mostraram redução clínica do edema, mas com baixa significância

estatística. Portanto, a fisioterapia demonstrou papel relevante na recuperação pós-operatória de pacientes

submetidos à cirurgia ortognática, contribuindo para a redução de edema, melhora da amplitude de

movimento mandibular e restauração funcional. Apesar da eficácia observada em diferentes protocolos,

ainda há escassez de estudos padronizados e de alta qualidade metodológica, destacando a necessidade de

pesquisas que consolidem protocolos clínicos específicos e baseados em evidências.