TCC2026

FUNDAMENTOS JURÍDICOS E FILOSÓFICOS DO ESTELIONATO SENTIMENTAL: IMPACTOS DA EXIGÊNCIA DE REPRESENTAÇÃO DA VÍTIMA APÓS O PACOTE ANTICRIME

Dados do documento

Autor(es)
Gabriela Franca Moura Barbosa
Orientador(es)
Ma. Tereza Cristina Sader Vilar
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
23 de julho de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Sete Lagoas
Palavras-chave
Estelionato. Pacote anticrime. Representação. Estelionato sentimental. Persecução penal.

Resumo

O presente artigo analisa os impactos da exigência de representação da vítima no crime de estelionato, introduzida pela Lei nº 13.964/2019 (Pacote Anticrime), com especial enfoque no denominado estelionato sentimental. O estudo parte da problemática relacionada à compatibilidade da exigência de representação com a efetiva proteção de vítimas submetidas à manipulação emocional e vulnerabilidade psicológica. Utiliza-se o método dedutivo, mediante pesquisa qualitativa de natureza exploratória, fundamentada em revisão bibliográfica, análise doutrinária, jurisprudencial e interdisciplinar. Examina-se a natureza jurídica híbrida da norma prevista no §5º do art. 171 do Código Penal, sua retroatividade e os reflexos da alteração legislativa no acesso à justiça e na efetividade da persecução penal. Analisa-se, ainda, o diálogo existente entre o estelionato sentimental, a fraude patrimonial prevista no art. 171 do Código Penal e as formas de violência psicológica reconhecidas pela Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha). Conclui-se que a exigência de representação, embora alinhada à lógica de intervenção mínima do Direito Penal, mostrou-se insuficiente para assegurar proteção efetiva às vítimas em contextos de vulnerabilidade, fator que contribuiu para a subnotificação, seletividade penal e sensação de impunidade, contexto posteriormente reconhecido pela superveniência da Lei nº 15.397/2026, que restabeleceu a ação penal pública incondicionada.

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