O COMBATE À CORRUPÇÃO ELEITORAL NO BRASIL E NOS EUA: UMA ANÁLISE COMPARATIVA.
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Resumo
O sistema eleitoral é a espinha dorsal de qualquer democracia, definindo as regras pelas quais os cidadãos elegem seus representantes de forma legítima e transparente. Embora a maioria dos países proclame sistemas eleitorais livres e democráticos, a prática revela que a corrupção eleitoral continua a desafiar a igualdade entre candidatos, minar a confiança da população nas instituições e comprometer a própria credibilidade do regime democrático.Em democracias consolidadas, as eleições representam mais do que um rito formal: são o principal mecanismo pelo qual o poder emana do povo. Para que cumpram plenamente essa função, os processos eleitorais devem ser claros, justos e fiscalizados, garantindo que todas as etapas, desde o financiamento de campanhas até a propaganda e a apuração, respeitem a lei e a transparência.O Brasil apresenta um sistema eleitoral centralizado, com a Justiça Eleitoral unificada sob o Tribunal Superior Eleitoral, enquanto os Estados Unidos seguem um modelo descentralizado, baseado no princípio federativo, em que cada estado define regras próprias e valoriza a liberdade de expressão e o financiamento privado das campanhas. Essas diferenças estruturais revelam como contextos históricos e culturais moldam a forma como cada país enfrenta a corrupção eleitoral.O presente estudo não busca apontar qual país é mais corrupto, mas sim compreender como a corrupção se manifesta de maneiras distintas, analisando suas particularidades, fragilidades e mecanismos de prevenção. O objetivo principal é comparar os modelos de combate à corrupção eleitoral no Brasil e nos Estados Unidos, destacando experiências que possam fortalecer a democracia brasileira.