TCC2023

PAROSMIA PÓS-COVID E A REJEIÇÃO ALIMENTAR

Dados do documento

Autor(es)
Giselle Artiles Freitas Trindade
Orientador(es)
Sandra Tavares da Silva
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
13 de junho de 2023
Nome do curso
Nutrição
Nome da Unidade
Afya Itaperuna

Resumo

A COVID-19 foi declarada como pandemia mundial em 11 de março de 2020 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o que afetou milhões de pessoas em todo o mundo (OMS, 2022). Em muitos indivíduos acometidos pelo vírus, constatam-se alterações de olfato e paladar, possivelmente originadas de danos ao bulbo ou nervo olfatórios, causados pelo vírus. A parosmia é uma condição que se revela de forma idiopática ou pós-infecciosa, em que o indivíduo passa a manifestar o olfato e paladar de forma distorcida, apresentando rejeição a certos alimentos, geralmente com perda de apetite, o que pode levar a uma perda de peso, em virtude do deficit calórico, além de impactos nutricionais importantes. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de parosmia pós-COVID, relacionando as consequências nutricionais. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, realizado com auxílio de um questionário virtual, com inclusão de indivíduos adultos e idosos recuperados da COVID-19. Observou-se que, durante a infecção pela COVID-19, 89,5% dos 154 indivíduos que responderam ao questionário, apresentaram perda de olfato, e 85,7% apresentaram perda de paladar, sendo que 86,7% manifestaram perda de apetite. E 72,7%, após a recuperação da COVID-19, passaram a sentir cheiros muito diferentes dos usuais, e em 74,7% dos indivíduos também ocorreu a percepção diferente em relação ao paladar, ressaltando-se que em 81,1% dos indivíduos ocorreu a perda de apetite e consequente perda de peso, e 73,9% dos indivíduos passaram a rejeitar alguns alimentos. Alimentos mais rejeitados foram feijão (63%) e carne (58%), e as sensações mais prevalentes foram gosto amargo (36%) e cheiro de fumaça (34%). O estudo concluiu que a parosmia pós-Covid – ao provocar rejeição alimentar - acaba por impactar negativamente o estado nutricional dos indivíduos acometidos, sendo necessários novos estudos para implementação de tratamentos e abordagens nutricionais.