PROPOSTA ARQUITETÔNICA PARA ACOLHIMENTO DO IDOSO EM UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA.
Dados do documento
Resumo
Introdução: Espaços projetados para idosos podem ter mudanças objetivas que são as relacionadas às adaptações concretas nos ambientes e proporcionam maior segurança e autonomia; e subjetivas, ligadas à estética e afeto, originando sensação de alegria e bem-estar ao usuário. Desta forma, é de fundamental importância a articulação entre conhecimentos formais da área de saúde, arquitetura e conhecimentos informais da população (idosos, cuidadores e profissionais) como subsídio para o planejamento arquitetônico dos espaços alternativos de assistência à saúde regulamentada pelas leis governamentais de atenção ao idoso para o alcance, não só da saúde familiar, mas, de uma arquitetura capaz de proporcionar condições físicas e mentais necessárias para os usuários, funcionários e acompanhantes dos centros de cuidado ao idoso, resultando em espaços acolhedores, humanos e resolutivos. Objetivos: Elaborar uma proposta arquitetônica para melhoria do acolhimento do idoso em uma ILPI; Descrever a planta física de uma ILP, analisar os aspectos construtivos, funcionais e visuais necessários ao projeto arquitetônico proposto e Identificar as necessidades de alteração arquitetônica da ILP para melhorar a acolhimento do idoso. Metodologia: Trata-se de um estudo do tipo observacional, descritivo, realizado em uma Instituição de Longa Permanência (ILP) em Teresina, Piauí onde foram verificados os riscos ergonômicos e confrontados com a norma da ABNT NBR 9050. Foram utilizados instrumentos de medição de diâmetro, comprimento, altura e largura, através de uma trena com aferição em cm de 0 a 30 metros, além do auxílio de uma câmera fotográfica. A Metodologia da Ergonomia do Ambiente Construído (MEAC) foi aplicada para a análise física do ambiente. Resultados: Em cada setor da ILPI foi observada a apropriação ou não dos idosos – por meio de sinais de uso, disposição dos pertences e/ou a própria permanência ou trânsito dos residentes – e analisada a acessibilidade – deslocamento, a orientação, a comunicação e o uso. Embora a acessibilidade na ILPI pesquisada tenha sido avaliada, de uma maneira geral, negativamente, tal condição não impossibilitou a apropriação dos idosos na maior parte dos setores, sendo eles o de apoio, o de convívio interno e o íntimo. Todavia, a acessibilidade, uma vez implantada na ILPI, certamente iria contribuir para uma melhora significativa da apropriação de seus ambientes. Conclusão: A análise realizada na ILPI mostra que os ambientes que mais demonstraram problemas em seu uso cotidiano e necessitam de melhorias foram os vestiários, os quartos e a circulação externa. Existe a necessidade de alterações para melhor conforto ambiental e também que as recomendações da NBR 9050/2005 sejam levadas em consideração e implantadas, principalmente no Bloco A e B. Os itens de maior preocupação da instituição foram os guarda-corpos, rampas de acesso, largura das portas e corrimões; assim como o conforto ambiental de temperatura, luminosidade e acústica. Foi elaborada uma proposta arquitetônica para o acolhimento do idoso em uma Instituição de Longa permanência(ILP), na forma de um vídeo disponível no YouTube.