SÍNDROME METABÓLICA - UM ESTUDO DE PREVALÊNCIA E DE ASSOCIAÇÃO AO CONSUMO ALIMENTAR E USO DE MEDICAMENTOS PARA EMAGRECIMENTO EM MULHERES ADULTAS USUÁRIAS DE UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE
Dados do documento
Resumo
A obesidade central, quando associada com a hipertensão arterial sistêmica, hiperglicemia e/ou dislipidemia, forma um complexo de distúrbios metabólicos, caracterizando a Síndrome Metabólica (SM). Para tentar reverter essa situação, muitos indivíduos utilizam medicamentos e fitoterápicos para emagrecimento, nem sempre de forma apropriada. Dessa forma, o trabalho objetivou avaliar a prevalência e a associação entre SM, consumo alimentar e utilização de fármacos para emagrecimento por mulheres adultas usuárias das Unidades Básicas de Saúde de São João del-Rei, Minas Gerais. Tratou-se de estudo com abordagem quantitativa e delineamento transversal, do qual participaram mulheres entre 18 a 65 anos. Coletou-se dados referentes à idade, peso, altura, circunferência abdominal e presença de doenças crônicas não transmissíveis, uso de medicamentos e fitoterápicos para emagrecimento e o perfil de consumo alimentar. A prevalência de Síndrome Metabólica foi de 15,6% e, ao identificar os fatores associados à presença de SM, observou-se relação com idade, peso, IMC (Índice de Massa Corporal) (especialmente para obesidade grau II) e circunferência abdominal. Relatou-se a utilização, no total, de 15 tipos de medicamentos e 32 fitoterápicos, em sua maioria sem prescrição médica, os quais em grande parte não ocasionaram reações adversas. Constatou-se, ainda, que o consumo de carboidratos simples, principalmente diariamente e mensalmente, e de adoçantes, todos os dias, foi menor entre as portadoras de SM. A Atenção Básica do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta grandes desafios diante do atual panorama do país, tornando-se uma problemática importante a ser discutida.