Dissertações2018

SITE “DESENHO UNIVERSAL NA SAÚDE”: ORIENTAÇÕES ARQUITETÔNICAS PARA AS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE.

Dados do documento

Autor(es)
Igo Yossi Lima Fonseca
Orientador(es)
Eliana Campêlo Lago
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2018
Data de publicação
30 de novembro de 2017
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Desenho Universal. Acessibilidade. Unidade Básica de Saúde (UBS).

Resumo

Introdução: Atualmente, a concepção dos espaços arquitetônicos na estrutura física de locais destinados ao atendimento em saúde necessita reconhecer as especificidades de pessoas com deficiência / mobilidade reduzida. No panorama social, inclusive na Estratégia Saúde da Família, esse reconhecimento deve ser de fato aplicado a fim viabilizar a locomoção livre do usuário até as edificações. Objetivos: elaborar um sítio eletrônico para fomento da importância da aplicação do Desenho Universal (DU) na estrutura física dos prédios da saúde quanto à locomoção e acesso; analisar as Unidades Básicas de Saúde do Município de Teresina (PI) por meio de plantas e documentos técnicos relacionando-os com a sua atual estrutura física e avaliar se as UBS estão estruturadas segundo o Desenho Universal Método: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo com abordagem aplicacional de conceitos e dos procedimentos metodológicos de Avaliação Pós-Ocupação (APO). O objeto de estudo é constituído pelo conjunto de UBS do Município de Teresina (Piauí), sendo que 72 delas representaram a amostra. Para a coleta de dados, foram feitos levantamentos arquitetônicos (medições nos locais, fotografia). Adotou-se como procedimentos a análise de dados obtidos a partir da leitura e análise dos documentos técnicos e iconográficos (plantas baixas) e os levantamentos das construções existentes inseridas na amostra distribuídos nas fases de realização de vistorias; classificação das deficiências constatadas; organização e distribuição quantitativa dos dados. Resultados: 35 UBS (49%) apresentaram características de projeto especifico para a Atenção Básica. Em 44 (quarenta e quatro) UBS(62%) a declividade transversal era superior à 3%. Todos os prédios apresentaram calçadas externas das edificações com diferenças de nível. Detectou-se que 66% das calçadas exibiram pisos irregulares e que quase a metade (47%) se sobressaiu com largura insuficiente. Classificaram-se 48 (quarenta e oito) UBS (67%) desprovidas de rampas ou calçadas rebaixadas no percurso total (rua-calçada-edifício). Já 22 (vinte e duas) da amostra (31%) contam com algum elemento de acesso da rua para calçada ou vice-versa, entretanto, em desconformidade com a norma. Em relação a área transparente e abertura das janelas, 2 (duas) UBS (3%) apresentam orientação solar com predominância das maiores fachadas no sentido Leste-Oeste com área de abertura superior a 50%; 41 (quarenta e uma) UBS (57%) apresentaram predominância de insolação das maiores fachadas no sentido Norte-Sul, das quais 27 (vinte e sete) (38%) têm janelas com mais de 50% da área transparente e abertura para ventilação inferior à área de janela. Conclusão: o acesso do usuário na Atenção Básica apresenta alguns obstáculos que interferem negativamente na consecução de seu atendimento. Os aspectos negativos incorporam-se nas condições atuais das próprias instalações, com a presença de barreiras físicas até o credenciamento, associadas a incoerência de alguns aspectos construtivos relacionados aos fatores climáticos locais. Foi criado um sítio eletrônico sobre orientações para verificação da estrutura física de Unidades Básicas de Saúde, o qual explana condições ideais arquitetônicos necessárias para sua edificação.