SITE “DESENHO UNIVERSAL NA SAÚDE”: ORIENTAÇÕES ARQUITETÔNICAS PARA AS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE.
Dados do documento
Resumo
Introdução: Atualmente, a concepção dos espaços arquitetônicos na estrutura física de locais destinados ao atendimento em saúde necessita reconhecer as especificidades de pessoas com deficiência / mobilidade reduzida. No panorama social, inclusive na Estratégia Saúde da Família, esse reconhecimento deve ser de fato aplicado a fim viabilizar a locomoção livre do usuário até as edificações. Objetivos: elaborar um sítio eletrônico para fomento da importância da aplicação do Desenho Universal (DU) na estrutura física dos prédios da saúde quanto à locomoção e acesso; analisar as Unidades Básicas de Saúde do Município de Teresina (PI) por meio de plantas e documentos técnicos relacionando-os com a sua atual estrutura física e avaliar se as UBS estão estruturadas segundo o Desenho Universal Método: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo com abordagem aplicacional de conceitos e dos procedimentos metodológicos de Avaliação Pós-Ocupação (APO). O objeto de estudo é constituído pelo conjunto de UBS do Município de Teresina (Piauí), sendo que 72 delas representaram a amostra. Para a coleta de dados, foram feitos levantamentos arquitetônicos (medições nos locais, fotografia). Adotou-se como procedimentos a análise de dados obtidos a partir da leitura e análise dos documentos técnicos e iconográficos (plantas baixas) e os levantamentos das construções existentes inseridas na amostra distribuídos nas fases de realização de vistorias; classificação das deficiências constatadas; organização e distribuição quantitativa dos dados. Resultados: 35 UBS (49%) apresentaram características de projeto especifico para a Atenção Básica. Em 44 (quarenta e quatro) UBS(62%) a declividade transversal era superior à 3%. Todos os prédios apresentaram calçadas externas das edificações com diferenças de nível. Detectou-se que 66% das calçadas exibiram pisos irregulares e que quase a metade (47%) se sobressaiu com largura insuficiente. Classificaram-se 48 (quarenta e oito) UBS (67%) desprovidas de rampas ou calçadas rebaixadas no percurso total (rua-calçada-edifício). Já 22 (vinte e duas) da amostra (31%) contam com algum elemento de acesso da rua para calçada ou vice-versa, entretanto, em desconformidade com a norma. Em relação a área transparente e abertura das janelas, 2 (duas) UBS (3%) apresentam orientação solar com predominância das maiores fachadas no sentido Leste-Oeste com área de abertura superior a 50%; 41 (quarenta e uma) UBS (57%) apresentaram predominância de insolação das maiores fachadas no sentido Norte-Sul, das quais 27 (vinte e sete) (38%) têm janelas com mais de 50% da área transparente e abertura para ventilação inferior à área de janela. Conclusão: o acesso do usuário na Atenção Básica apresenta alguns obstáculos que interferem negativamente na consecução de seu atendimento. Os aspectos negativos incorporam-se nas condições atuais das próprias instalações, com a presença de barreiras físicas até o credenciamento, associadas a incoerência de alguns aspectos construtivos relacionados aos fatores climáticos locais. Foi criado um sítio eletrônico sobre orientações para verificação da estrutura física de Unidades Básicas de Saúde, o qual explana condições ideais arquitetônicos necessárias para sua edificação.